{"id":1180,"date":"2023-07-27T14:00:09","date_gmt":"2023-07-27T17:00:09","guid":{"rendered":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/?p=1180"},"modified":"2023-07-31T15:58:46","modified_gmt":"2023-07-31T18:58:46","slug":"tjsc-demora-no-atendimento-e-ausencia-de-profissional-gera-indenizacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/?p=1180","title":{"rendered":"TJSC &#8211; Demora no atendimento e aus\u00eancia de profissional gera indeniza\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-1181\" src=\"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/PUBLICACAO-87-300x300.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/PUBLICACAO-87-300x300.jpg 300w, https:\/\/marcelcolares.adv.br\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/PUBLICACAO-87-1024x1024.jpg 1024w, https:\/\/marcelcolares.adv.br\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/PUBLICACAO-87-150x150.jpg 150w, https:\/\/marcelcolares.adv.br\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/PUBLICACAO-87-768x768.jpg 768w, https:\/\/marcelcolares.adv.br\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/PUBLICACAO-87.jpg 1080w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No Norte do Estado, uma paciente ser\u00e1 indenizada por esperar e n\u00e3o conseguir atendimento em unidade de sa\u00fade credenciada por seu plano. Por n\u00e3o receber a devida assist\u00eancia, ela foi obrigada a procurar atendimento na rede p\u00fablica. A a\u00e7\u00e3o tramitou no 1\u00ba Juizado Especial C\u00edvel da Comarca de Joinville e foi sentenciada pelo Juiz Rafael Os\u00f3rio Cassiano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em dezembro de 2021, a autora deu entrada no estabelecimento hospitalar com um deslocamento de mand\u00edbula, causado por m\u00e1 forma\u00e7\u00e3o, que a impedia de se alimentar e ingerir l\u00edquidos. Medicada, foi orientada a aguardar o m\u00e9dico especialista, que n\u00e3o estava no local. No decorrer, iniciaram-se sucessivos epis\u00f3dios de v\u00f4mito. Pela incapacidade de fechar a boca, a situa\u00e7\u00e3o gerou constrangimento, sem que tivesse qualquer aux\u00edlio. Horas ap\u00f3s, a autora e seu marido decidiram buscar atendimento em hospital p\u00fablico, onde teve seu estado classificado como &#8220;muito urgente&#8221;, recebendo assim assist\u00eancia m\u00e9dica imediata.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Contudo, as r\u00e9s (plano de sa\u00fade e unidade hospitalar) alegaram, em s\u00edntese, que n\u00e3o houve a pr\u00e1tica de qualquer ato il\u00edcito, e que o mero aborrecimento experimentado pela autora n\u00e3o geraria o dever de indenizar. J\u00e1 para o magistrado, perante o consumidor, a responsabilidade da operadora, hospital e equipe m\u00e9dica \u00e9 objetiva e solid\u00e1ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na decis\u00e3o, o magistrado anotou que a espera de mais de duas horas para ser atendida, sem qualquer justificativa plaus\u00edvel, obrigou a paciente a buscar hospital p\u00fablico &#8211; onde foi socorrida sob prioridade de o caso ser &#8220;muito urgente&#8221; devido ao seu estado -, o que configurou falha na presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o. As r\u00e9s n\u00e3o comprovaram que as condi\u00e7\u00f5es de sa\u00fade da autora suportariam longo per\u00edodo de espera &#8211; pelo contr\u00e1rio, apenas confirmaram a alega\u00e7\u00e3o no sentido de que o m\u00e9dico especialista n\u00e3o estava presente no estabelecimento hospitalar &#8211; a autora fez prova de que no Hospital p\u00fablico obteve atendimento imediato de especialista, dada a urg\u00eancia da situa\u00e7\u00e3o. &#8220;Ante o exposto, condeno as r\u00e9s \u2013 Operadora de Plano de Sa\u00fade e Hospital Credenciado &#8211; solidariamente, ao pagamento de indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais no valor total de R$ 5.000,00&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Tribunal de Justi\u00e7a do Estado de Santa Catarina<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No Norte do Estado, uma paciente ser\u00e1 indenizada por esperar e n\u00e3o conseguir atendimento em unidade de sa\u00fade credenciada por seu plano. 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Contudo, as r\u00e9s (plano de sa\u00fade e unidade hospitalar) alegaram, em s\u00edntese, que n\u00e3o houve a pr\u00e1tica de qualquer ato il\u00edcito, e que o mero aborrecimento experimentado pela autora n\u00e3o geraria o dever de indenizar. J\u00e1 para o magistrado, perante o consumidor, a responsabilidade da operadora, hospital e equipe m\u00e9dica \u00e9 objetiva e solid\u00e1ria. Na decis\u00e3o, o magistrado anotou que a espera de mais de duas horas para ser atendida, sem qualquer justificativa plaus\u00edvel, obrigou a paciente a buscar hospital p\u00fablico &#8211; onde foi socorrida sob prioridade de o caso ser &#8220;muito urgente&#8221; devido ao seu estado -, o que configurou falha na presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o. As r\u00e9s n\u00e3o comprovaram que as condi\u00e7\u00f5es de sa\u00fade da autora suportariam longo per\u00edodo de espera &#8211; pelo contr\u00e1rio, apenas confirmaram a alega\u00e7\u00e3o no sentido de que o m\u00e9dico especialista n\u00e3o estava presente no estabelecimento hospitalar &#8211; a autora fez prova de que no Hospital p\u00fablico obteve atendimento imediato de especialista, dada a urg\u00eancia da situa\u00e7\u00e3o. &#8220;Ante o exposto, condeno as r\u00e9s \u2013 Operadora de Plano de Sa\u00fade e Hospital Credenciado &#8211; solidariamente, ao pagamento de indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais no valor total de R$ 5.000,00&#8221;. 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