{"id":1272,"date":"2023-08-15T14:00:51","date_gmt":"2023-08-15T17:00:51","guid":{"rendered":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/?p=1272"},"modified":"2023-08-21T12:50:35","modified_gmt":"2023-08-21T15:50:35","slug":"atraso-no-diagnostico-de-enfermidade-gera-danos-morais-para-paciente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/?p=1272","title":{"rendered":"Atraso no diagn\u00f3stico de enfermidade gera danos morais para paciente"},"content":{"rendered":"<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-1273\" src=\"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/PUBLICACAO-123-300x300.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/PUBLICACAO-123-300x300.jpg 300w, https:\/\/marcelcolares.adv.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/PUBLICACAO-123-1024x1024.jpg 1024w, https:\/\/marcelcolares.adv.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/PUBLICACAO-123-150x150.jpg 150w, https:\/\/marcelcolares.adv.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/PUBLICACAO-123-768x768.jpg 768w, https:\/\/marcelcolares.adv.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/PUBLICACAO-123.jpg 1080w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A 5\u00aa Turma C\u00edvel do Tribunal de Justi\u00e7a do Distrito Federal e dos Territ\u00f3rios (TJDFT) manteve decis\u00e3o que condenou, por unanimidade, o hospital ao pagamento de indeniza\u00e7\u00e3o a um casal, em raz\u00e3o de atraso no diagn\u00f3stico e tratamento de enfermidade. A decis\u00e3o estabeleceu a quantia de R$ 15 mil, a ser paga \u00e0 mulher, e de R$ 6 mil, a ser paga ao seu marido, ambas, a t\u00edtulo de danos morais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com o processo, em 14 de janeiro de 2020, a mulher foi encaminhada ao hospital da r\u00e9, queixando-se de forte dor abdominal. Consta que a autora foi submetida a exames, por\u00e9m o exame f\u00edsico ginecol\u00f3gico completo da paciente n\u00e3o foi realizado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os autores afirmam que, no dia 16 de janeiro de 2020, as dores ainda n\u00e3o haviam cessado e o tratamento da paciente se limitava \u00e0 ingest\u00e3o de medicamento para al\u00edvio da dor e das n\u00e1useas. Contam que o m\u00e9dico do hospital r\u00e9u, no dia 18 do mesmo m\u00eas, informou \u00e0 acompanhante do dia que o laudo da resson\u00e2ncia apontou que a paciente n\u00e3o tinha nada e que suas dores eram psicol\u00f3gicas. Por fim, o c\u00f4njuge da paciente solicitou parecer de m\u00e9dica, n\u00e3o pertencente ao hospital r\u00e9u, ocasi\u00e3o em que foi informado de que o caso exigia tratamento cir\u00fargico urgente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na defesa, o r\u00e9u sustenta que n\u00e3o houve falha na presta\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os m\u00e9dicos e que n\u00e3o se pode concluir neglig\u00eancia na defini\u00e7\u00e3o do diagn\u00f3stico. Argumenta que tamb\u00e9m n\u00e3o negligenciou a aplica\u00e7\u00e3o do tratamento no tempo certo e que a paciente foi amplamente investigada com a realiza\u00e7\u00e3o de in\u00fameros exames.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na decis\u00e3o, o colegiado afirmou que o caso \u00e9 de clara neglig\u00eancia m\u00e9dica por parte do hospital r\u00e9u. Explicou que os profissionais deram excessiva import\u00e2ncia a exames de imagem e laboratoriais e se esqueceram de fazer o b\u00e1sico, que seria o exame f\u00edsico ginecol\u00f3gico. Disse, ainda, que, com a ado\u00e7\u00e3o desse procedimento b\u00e1sico, a doen\u00e7a poderia ter disso diagn\u00f3stica, conforme atesta a per\u00edcia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por fim, a Turma destacou o fato de ter sido necess\u00e1rio buscar outro m\u00e9dico, fora do estabelecimento hospitalar, que levasse a s\u00e9rio a sintomatologia apresentada pela paciente. Diante disso, o exame f\u00edsico ginecol\u00f3gico realizado por outro profissional \u00e9 que permitiu que fosse feito o diagn\u00f3stico e tratamento adequado, com melhora r\u00e1pida e expressiva da autora. Assim, \u201ca neglig\u00eancia do hospital r\u00e9u ao n\u00e3o realizar o exame f\u00edsico ginecol\u00f3gico na autora [&#8230;] enseja repara\u00e7\u00e3o por danos extrapatrimoniais a ela e a seu esposo (por ricochete), porquanto tiveram por violadas de maneira grave a integridade psicof\u00edsica\u201d, concluiu.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Processo: 0728997-79.2020.8.07.0001<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: TJDFT<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A 5\u00aa Turma C\u00edvel do Tribunal de Justi\u00e7a do Distrito Federal e dos Territ\u00f3rios (TJDFT) manteve decis\u00e3o que condenou, por unanimidade, o hospital ao pagamento de indeniza\u00e7\u00e3o a um casal, em raz\u00e3o de atraso no diagn\u00f3stico e tratamento de enfermidade. A decis\u00e3o estabeleceu a quantia de R$ 15 mil, a ser paga \u00e0 mulher, e de R$ 6 mil, a ser paga ao seu marido, ambas, a t\u00edtulo de danos morais. De acordo com o processo, em 14 de janeiro de 2020, a mulher foi encaminhada ao hospital da r\u00e9, queixando-se de forte dor abdominal. Consta que a autora foi submetida a exames, por\u00e9m o exame f\u00edsico ginecol\u00f3gico completo da paciente n\u00e3o foi realizado. Os autores afirmam que, no dia 16 de janeiro de 2020, as dores ainda n\u00e3o haviam cessado e o tratamento da paciente se limitava \u00e0 ingest\u00e3o de medicamento para al\u00edvio da dor e das n\u00e1useas. Contam que o m\u00e9dico do hospital r\u00e9u, no dia 18 do mesmo m\u00eas, informou \u00e0 acompanhante do dia que o laudo da resson\u00e2ncia apontou que a paciente n\u00e3o tinha nada e que suas dores eram psicol\u00f3gicas. Por fim, o c\u00f4njuge da paciente solicitou parecer de m\u00e9dica, n\u00e3o pertencente ao hospital r\u00e9u, ocasi\u00e3o em que foi informado de que o caso exigia tratamento cir\u00fargico urgente. Na defesa, o r\u00e9u sustenta que n\u00e3o houve falha na presta\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os m\u00e9dicos e que n\u00e3o se pode concluir neglig\u00eancia na defini\u00e7\u00e3o do diagn\u00f3stico. Argumenta que tamb\u00e9m n\u00e3o negligenciou a aplica\u00e7\u00e3o do tratamento no tempo certo e que a paciente foi amplamente investigada com a realiza\u00e7\u00e3o de in\u00fameros exames. Na decis\u00e3o, o colegiado afirmou que o caso \u00e9 de clara neglig\u00eancia m\u00e9dica por parte do hospital r\u00e9u. Explicou que os profissionais deram excessiva import\u00e2ncia a exames de imagem e laboratoriais e se esqueceram de fazer o b\u00e1sico, que seria o exame f\u00edsico ginecol\u00f3gico. Disse, ainda, que, com a ado\u00e7\u00e3o desse procedimento b\u00e1sico, a doen\u00e7a poderia ter disso diagn\u00f3stica, conforme atesta a per\u00edcia. Por fim, a Turma destacou o fato de ter sido necess\u00e1rio buscar outro m\u00e9dico, fora do estabelecimento hospitalar, que levasse a s\u00e9rio a sintomatologia apresentada pela paciente. Diante disso, o exame f\u00edsico ginecol\u00f3gico realizado por outro profissional \u00e9 que permitiu que fosse feito o diagn\u00f3stico e tratamento adequado, com melhora r\u00e1pida e expressiva da autora. Assim, \u201ca neglig\u00eancia do hospital r\u00e9u ao n\u00e3o realizar o exame f\u00edsico ginecol\u00f3gico na autora [&#8230;] enseja repara\u00e7\u00e3o por danos extrapatrimoniais a ela e a seu esposo (por ricochete), porquanto tiveram por violadas de maneira grave a integridade psicof\u00edsica\u201d, concluiu. Processo: 0728997-79.2020.8.07.0001 Fonte: TJDFT<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"set","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[271,8,610,32,611,612,242,42,169,36],"class_list":["post-1272","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria","tag-atraso","tag-danosmorais","tag-diagnostico","tag-direitomedico","tag-enfermidade","tag-falhanaprestacaodosservicos","tag-negligencia","tag-processo","tag-tjdft","tag-tjrs"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1272","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1272"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1272\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1274,"href":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1272\/revisions\/1274"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1272"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1272"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1272"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}