{"id":1477,"date":"2023-09-11T14:00:12","date_gmt":"2023-09-11T17:00:12","guid":{"rendered":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/?p=1477"},"modified":"2023-09-12T15:12:41","modified_gmt":"2023-09-12T18:12:41","slug":"trt5-vendedor-sera-indenizado-por-sofrer-cobrancas-excessivas-e-comparacao-a-personagens-de-tv","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/?p=1477","title":{"rendered":"TRT5 &#8211; Vendedor ser\u00e1 indenizado por sofrer cobran\u00e7as excessivas e compara\u00e7\u00e3o a personagens de TV"},"content":{"rendered":"<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-1478\" src=\"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/PUBLICACAO-181-300x300.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/PUBLICACAO-181-300x300.jpg 300w, https:\/\/marcelcolares.adv.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/PUBLICACAO-181-1024x1024.jpg 1024w, https:\/\/marcelcolares.adv.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/PUBLICACAO-181-150x150.jpg 150w, https:\/\/marcelcolares.adv.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/PUBLICACAO-181-768x768.jpg 768w, https:\/\/marcelcolares.adv.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/PUBLICACAO-181.jpg 1080w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um vendedor da Unilever Brasil Ltda. que trabalha em Salvador (BA) ser\u00e1 indenizado em R$ 10 mil por ter sofrido ass\u00e9dio moral e tratamento discriminat\u00f3rio. A empresa realizava reuni\u00f5es que expunham os funcion\u00e1rios com cobran\u00e7as excessivas e xingamentos. Os superiores utilizavam ainda o \u00a0 grupo do aplicativo de mensagens para ofender o trabalhador. A decis\u00e3o \u00e9 da 2\u00aa Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 5\u00aa Regi\u00e3o (TRT-5), e dela cabe recurso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com o vendedor, ele era exposto a situa\u00e7\u00f5es humilhantes e constrangedoras no ambiente de trabalho, tanto com cobran\u00e7as excessivas, quanto com &#8220;brincadeiras&#8221; e apelidos pejorativos. O empregado afirma que os seus superiores utilizavam palavras de baixo cal\u00e3o e palavr\u00f5es como &#8220;f&#8230;-se, eu quero o resultado&#8221;. Os chefes o chamavam para a frente da sala, durante reuni\u00e3o, &#8220;para que todos vissem o vendedor que est\u00e1 na &#8216;Recupera\u00e7\u00e3o&#8221;. As reuni\u00f5es, que eram realizadas nos turnos da tarde, expunham os vendedores que n\u00e3o conseguiam cumprir a meta programada para o per\u00edodo da manh\u00e3. No grupo do aplicativo de mensagens, os chefes utilizavam ainda de compara\u00e7\u00f5es pejorativas com personagens como &#8220;Tiazinha&#8221;; &#8220;Baby&#8221;, do infantil &#8220;Fam\u00edlia Dinossauro&#8221;; e &#8220;Nhonho&#8221;, do humor\u00edstico &#8220;Chaves&#8221;; associando-os ao trabalhador como forma de diminu\u00ed-lo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo testemunha ouvida no processo, as cobran\u00e7as excessivas e express\u00f5es constrangedoras eram utilizadas na frente de todos, de forma indiscriminada. Ela confirmou ainda a troca de mensagens eletr\u00f4nicas em grupo, associando o vendedor aos personagens citados. Em sua defesa, a empresa alega que o grupo no aplicativo de mensagens servia para comunica\u00e7\u00e3o de promo\u00e7\u00e3o, usado exclusivamente para trabalho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A senten\u00e7a da 29\u00aa Vara do Trabalho de Salvador reconheceu o dano moral e determinou o pagamento de indeniza\u00e7\u00e3o no valor de R$ 5 mil. As duas partes recorreram e o desembargador relator Renato Sim\u00f5es, na an\u00e1lise do caso, afirmou que ficou clara a conduta abusiva de submeter o trabalhador a tratamento discriminat\u00f3rio: &#8220;Situa\u00e7\u00e3o humilhante e constrangedora&#8221; na vis\u00e3o do magistrado. Para o relator, considerando a gravidade do dano e o aspecto pedag\u00f3gico, o valor a ser pago relativo ao dano moral ser\u00e1 aumentado para R$ 10 mil. A decis\u00e3o foi seguida pelas desembargadoras Ana Paola Diniz e Lourdes Linhares.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Processo: 0000600-36.2021.5.05.0029<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Tribunal Regional do Trabalho da 5\u00aa Regi\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um vendedor da Unilever Brasil Ltda. que trabalha em Salvador (BA) ser\u00e1 indenizado em R$ 10 mil por ter sofrido ass\u00e9dio moral e tratamento discriminat\u00f3rio. A empresa realizava reuni\u00f5es que expunham os funcion\u00e1rios com cobran\u00e7as excessivas e xingamentos. Os superiores utilizavam ainda o \u00a0 grupo do aplicativo de mensagens para ofender o trabalhador. A decis\u00e3o \u00e9 da 2\u00aa Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 5\u00aa Regi\u00e3o (TRT-5), e dela cabe recurso. De acordo com o vendedor, ele era exposto a situa\u00e7\u00f5es humilhantes e constrangedoras no ambiente de trabalho, tanto com cobran\u00e7as excessivas, quanto com &#8220;brincadeiras&#8221; e apelidos pejorativos. O empregado afirma que os seus superiores utilizavam palavras de baixo cal\u00e3o e palavr\u00f5es como &#8220;f&#8230;-se, eu quero o resultado&#8221;. Os chefes o chamavam para a frente da sala, durante reuni\u00e3o, &#8220;para que todos vissem o vendedor que est\u00e1 na &#8216;Recupera\u00e7\u00e3o&#8221;. As reuni\u00f5es, que eram realizadas nos turnos da tarde, expunham os vendedores que n\u00e3o conseguiam cumprir a meta programada para o per\u00edodo da manh\u00e3. No grupo do aplicativo de mensagens, os chefes utilizavam ainda de compara\u00e7\u00f5es pejorativas com personagens como &#8220;Tiazinha&#8221;; &#8220;Baby&#8221;, do infantil &#8220;Fam\u00edlia Dinossauro&#8221;; e &#8220;Nhonho&#8221;, do humor\u00edstico &#8220;Chaves&#8221;; associando-os ao trabalhador como forma de diminu\u00ed-lo. Segundo testemunha ouvida no processo, as cobran\u00e7as excessivas e express\u00f5es constrangedoras eram utilizadas na frente de todos, de forma indiscriminada. Ela confirmou ainda a troca de mensagens eletr\u00f4nicas em grupo, associando o vendedor aos personagens citados. Em sua defesa, a empresa alega que o grupo no aplicativo de mensagens servia para comunica\u00e7\u00e3o de promo\u00e7\u00e3o, usado exclusivamente para trabalho. A senten\u00e7a da 29\u00aa Vara do Trabalho de Salvador reconheceu o dano moral e determinou o pagamento de indeniza\u00e7\u00e3o no valor de R$ 5 mil. As duas partes recorreram e o desembargador relator Renato Sim\u00f5es, na an\u00e1lise do caso, afirmou que ficou clara a conduta abusiva de submeter o trabalhador a tratamento discriminat\u00f3rio: &#8220;Situa\u00e7\u00e3o humilhante e constrangedora&#8221; na vis\u00e3o do magistrado. Para o relator, considerando a gravidade do dano e o aspecto pedag\u00f3gico, o valor a ser pago relativo ao dano moral ser\u00e1 aumentado para R$ 10 mil. A decis\u00e3o foi seguida pelas desembargadoras Ana Paola Diniz e Lourdes Linhares. 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