{"id":1724,"date":"2023-10-06T10:00:18","date_gmt":"2023-10-06T13:00:18","guid":{"rendered":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/?p=1724"},"modified":"2023-10-09T15:45:23","modified_gmt":"2023-10-09T18:45:23","slug":"trt5-operadora-sera-indenizada-apos-ser-acusada-injustamente-de-praticar-ato-sexual-com-ex-companheiro-no-banheiro-da-empresa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/?p=1724","title":{"rendered":"TRT5 &#8211; Operadora ser\u00e1 indenizada ap\u00f3s ser acusada injustamente de praticar ato sexual com ex-companheiro no banheiro da empresa"},"content":{"rendered":"<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-1725\" src=\"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/PUBLICACAO-262-300x300.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/PUBLICACAO-262-300x300.jpg 300w, https:\/\/marcelcolares.adv.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/PUBLICACAO-262-1024x1024.jpg 1024w, https:\/\/marcelcolares.adv.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/PUBLICACAO-262-150x150.jpg 150w, https:\/\/marcelcolares.adv.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/PUBLICACAO-262-768x768.jpg 768w, https:\/\/marcelcolares.adv.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/PUBLICACAO-262.jpg 1080w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma operadora de cal\u00e7ados da regi\u00e3o sudoeste da Bahia ser\u00e1 indenizada em R$ 60 mil\u00a0 e ter\u00e1 sua justa causa anulada ap\u00f3s ser dispensada por incontin\u00eancia de conduta de uma ind\u00fastria de cal\u00e7ados. A empresa alegava que a funcion\u00e1ria foi encontrada dentro do banheiro com o ex-namorado, supostamente praticando atos sexuais no local de trabalho. A justa causa por incontin\u00eancia de conduta n\u00e3o foi comprovada pela ind\u00fastria e ser\u00e1 considerada como dispensa imotivada . Dessa senten\u00e7a ainda cabe recurso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com a trabalhadora, em abril de 2022, durante o seu hor\u00e1rio de intervalo, ela foi at\u00e9 um pavilh\u00e3o da ind\u00fastria para conversar com um colega de trabalho acerca de problemas na internet de seu celular. Ela n\u00e3o o encontrou, e resolveu usar o banheiro feminino de onde estava, quando o seu ex-companheiro entrou na cabine do sanit\u00e1rio, segurando a porta e pedindo que ela ficasse em sil\u00eancio. Outras mulheres entraram no banheiro, e, assustada, ela permaneceu sem rea\u00e7\u00e3o. Momentos depois\u00a0 vieram seguran\u00e7as, bateram na porta e encontraram eles, vestidos, e sem praticar nenhum ato libidinoso. O boato logo se espalhou pela empresa e pela cidade de que a mulher estava tendo rela\u00e7\u00f5es sexuais com o ex no trabalho, inclusive chegando ao atual companheiro da funcion\u00e1ria \u2013 tamb\u00e9m empregado na empresa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ainda segundo a operadora, um dia ap\u00f3s o ocorrido ela j\u00e1 estava dispensada sem ter a oportunidade de ser ouvida e esclarecer o ocorrido: &#8220;n\u00e3o houve uma apura\u00e7\u00e3o cuidadosa, apenas uma suposi\u00e7\u00e3o maldosa&#8221;, alega a trabalhadora que se diz v\u00edtima de uma tentativa desarrazoada de aproxima\u00e7\u00e3o do seu ex-companheiro. O fato ainda afetou a sua sa\u00fade que se viu abalada ap\u00f3s o boato se espalhar por grupos de aplicativos de mensagens e redes sociais, utilizando a imagem dela e fotos de mulheres seminuas escondendo o rosto para induzir que se tratava da operadora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O juiz da Vara do Trabalho de Itapetinga, Ant\u00f4nio Souza Lemos J\u00fanior, utilizou o protocolo de julgamento com perspectiva de g\u00eanero do Conselho Nacional da Justi\u00e7a (CNJ). Para o magistrado, o fato da trabalhadora ter sido encontrada dentro de uma cabine do banheiro feminino com o seu ex n\u00e3o pode ser considerado incontin\u00eancia de conduta, que seria um &#8220;ato de pornografia ou libidinoso&#8221;. Para ele, o fato n\u00e3o \u00e9 sequer um ato irregular por parte da mulher, mas sim pelo seu ex-companheiro, que entrou em um banheiro destinado \u00e0s mulheres. Em sua vis\u00e3o a empregadora desconsiderou por completo o peso da vers\u00e3o feminina e n\u00e3o caberia \u00e0 operadora provar que n\u00e3o estava praticando incontin\u00eancia de conduta, mas \u00e0 empresa &#8211; o que n\u00e3o aconteceu.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por esses motivos, o magistrado declarou nula a justa causa, declarando que o rompimento do v\u00ednculo ocorreu de forma imotivada, por iniciativa do empregador. Al\u00e9m disso, o magistrado lembra que a trabalhadora foi abordada dentro do banheiro por seguran\u00e7as do sexo masculino, e que a situa\u00e7\u00e3o tornou o fato percept\u00edvel por outros empregados &#8220;o que incentivou a dissemina\u00e7\u00e3o da not\u00edcia danosa&#8221;. Na vis\u00e3o do magistrado a ind\u00fastria acusou sem provas e contribuiu para a divulga\u00e7\u00e3o do boato pela falta de zelo na abordagem: &#8220;essa situa\u00e7\u00e3o foi amplamente divulgada na comunidade por meio de grupos de Whatsapp e de blogs de informa\u00e7\u00e3o locais&#8221;. Por esse motivo\u00a0 condenou a empresa ao pagamento de indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais no valor de R$ 60 mil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O n\u00famero do processo, bem como os nomes das partes, n\u00e3o ser\u00e3o informados para proteger a privacidade da v\u00edtima, uma vez que o processo est\u00e1 em segredo de justi\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Tribunal Regional do Trabalho da 5\u00aa Regi\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma operadora de cal\u00e7ados da regi\u00e3o sudoeste da Bahia ser\u00e1 indenizada em R$ 60 mil\u00a0 e ter\u00e1 sua justa causa anulada ap\u00f3s ser dispensada por incontin\u00eancia de conduta de uma ind\u00fastria de cal\u00e7ados. A empresa alegava que a funcion\u00e1ria foi encontrada dentro do banheiro com o ex-namorado, supostamente praticando atos sexuais no local de trabalho. A justa causa por incontin\u00eancia de conduta n\u00e3o foi comprovada pela ind\u00fastria e ser\u00e1 considerada como dispensa imotivada . Dessa senten\u00e7a ainda cabe recurso. De acordo com a trabalhadora, em abril de 2022, durante o seu hor\u00e1rio de intervalo, ela foi at\u00e9 um pavilh\u00e3o da ind\u00fastria para conversar com um colega de trabalho acerca de problemas na internet de seu celular. Ela n\u00e3o o encontrou, e resolveu usar o banheiro feminino de onde estava, quando o seu ex-companheiro entrou na cabine do sanit\u00e1rio, segurando a porta e pedindo que ela ficasse em sil\u00eancio. Outras mulheres entraram no banheiro, e, assustada, ela permaneceu sem rea\u00e7\u00e3o. Momentos depois\u00a0 vieram seguran\u00e7as, bateram na porta e encontraram eles, vestidos, e sem praticar nenhum ato libidinoso. O boato logo se espalhou pela empresa e pela cidade de que a mulher estava tendo rela\u00e7\u00f5es sexuais com o ex no trabalho, inclusive chegando ao atual companheiro da funcion\u00e1ria \u2013 tamb\u00e9m empregado na empresa. Ainda segundo a operadora, um dia ap\u00f3s o ocorrido ela j\u00e1 estava dispensada sem ter a oportunidade de ser ouvida e esclarecer o ocorrido: &#8220;n\u00e3o houve uma apura\u00e7\u00e3o cuidadosa, apenas uma suposi\u00e7\u00e3o maldosa&#8221;, alega a trabalhadora que se diz v\u00edtima de uma tentativa desarrazoada de aproxima\u00e7\u00e3o do seu ex-companheiro. O fato ainda afetou a sua sa\u00fade que se viu abalada ap\u00f3s o boato se espalhar por grupos de aplicativos de mensagens e redes sociais, utilizando a imagem dela e fotos de mulheres seminuas escondendo o rosto para induzir que se tratava da operadora. O juiz da Vara do Trabalho de Itapetinga, Ant\u00f4nio Souza Lemos J\u00fanior, utilizou o protocolo de julgamento com perspectiva de g\u00eanero do Conselho Nacional da Justi\u00e7a (CNJ). Para o magistrado, o fato da trabalhadora ter sido encontrada dentro de uma cabine do banheiro feminino com o seu ex n\u00e3o pode ser considerado incontin\u00eancia de conduta, que seria um &#8220;ato de pornografia ou libidinoso&#8221;. Para ele, o fato n\u00e3o \u00e9 sequer um ato irregular por parte da mulher, mas sim pelo seu ex-companheiro, que entrou em um banheiro destinado \u00e0s mulheres. Em sua vis\u00e3o a empregadora desconsiderou por completo o peso da vers\u00e3o feminina e n\u00e3o caberia \u00e0 operadora provar que n\u00e3o estava praticando incontin\u00eancia de conduta, mas \u00e0 empresa &#8211; o que n\u00e3o aconteceu. Por esses motivos, o magistrado declarou nula a justa causa, declarando que o rompimento do v\u00ednculo ocorreu de forma imotivada, por iniciativa do empregador. Al\u00e9m disso, o magistrado lembra que a trabalhadora foi abordada dentro do banheiro por seguran\u00e7as do sexo masculino, e que a situa\u00e7\u00e3o tornou o fato percept\u00edvel por outros empregados &#8220;o que incentivou a dissemina\u00e7\u00e3o da not\u00edcia danosa&#8221;. Na vis\u00e3o do magistrado a ind\u00fastria acusou sem provas e contribuiu para a divulga\u00e7\u00e3o do boato pela falta de zelo na abordagem: &#8220;essa situa\u00e7\u00e3o foi amplamente divulgada na comunidade por meio de grupos de Whatsapp e de blogs de informa\u00e7\u00e3o locais&#8221;. Por esse motivo\u00a0 condenou a empresa ao pagamento de indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais no valor de R$ 60 mil. 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Fonte: Tribunal Regional do Trabalho da 5\u00aa Regi\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"set","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[954,46,1128,291,290],"class_list":["post-1724","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria","tag-acusacaovexatoria","tag-direitotrabalhista","tag-exposicaodetrabalhadora","tag-justacausa","tag-reversao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1724","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1724"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1724\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1726,"href":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1724\/revisions\/1726"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1724"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1724"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1724"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}