{"id":1753,"date":"2023-10-09T12:00:07","date_gmt":"2023-10-09T15:00:07","guid":{"rendered":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/?p=1753"},"modified":"2023-10-31T13:18:29","modified_gmt":"2023-10-31T16:18:29","slug":"trt4-motorista-assaltado-carregando-valores-da-empresa-deve-ser-indenizado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/?p=1753","title":{"rendered":"TRT4 &#8211; Motorista assaltado carregando valores da empresa deve ser indenizado"},"content":{"rendered":"<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-1754\" src=\"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/PUBLICACAO-273-300x300.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/PUBLICACAO-273-300x300.jpg 300w, https:\/\/marcelcolares.adv.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/PUBLICACAO-273-1024x1024.jpg 1024w, https:\/\/marcelcolares.adv.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/PUBLICACAO-273-150x150.jpg 150w, https:\/\/marcelcolares.adv.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/PUBLICACAO-273-768x768.jpg 768w, https:\/\/marcelcolares.adv.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/PUBLICACAO-273.jpg 1080w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A 5\u00aa Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 4\u00aa regi\u00e3o (RS) condenou uma empresa, que atua na fabrica\u00e7\u00e3o e venda de artigos em metal e vidro, a pagar indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais a seu motorista que foi assaltado transportando malotes com valores. A decis\u00e3o reformou a senten\u00e7a do ju\u00edzo da 16\u00aa Vara do Trabalho de Porto Alegre.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0Segundo informa\u00e7\u00f5es do processo, o assalto ocorreu enquanto o trabalhador fazia entregas e recolhia valores referentes \u00e0 venda das mercadorias. Dentre os objetos levados pelos assaltantes, estavam os malotes com os valores das cobran\u00e7as.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0A senten\u00e7a do primeiro grau julgou que n\u00e3o caberia indeniza\u00e7\u00e3o ao trabalhador porque &#8220;n\u00e3o h\u00e1 risco intr\u00ednseco na atividade desenvolvida pela reclamada&#8221;. Para o juiz, o assalto se deu em fun\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00e3o de terceiros, n\u00e3o implicando responsabilidade ao empregador e nem permitindo a\u00e7\u00f5es para minimizar os riscos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0O autor recorreu da decis\u00e3o ao TRT-4. O relator do ac\u00f3rd\u00e3o, desembargador Marcos Fagundes Salom\u00e3o, entendeu que foi demonstrado o abalo emocional, em raz\u00e3o do risco da atividade desempenhada pelo trabalhador, e condenou a empresa ao pagamento da indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais. &#8220;Por certo, o risco ao qual foi exposto por transportar valores da empresa \u00e9 diferenciado em rela\u00e7\u00e3o aos demais empregados da reclamada, que n\u00e3o desempenhavam esta atividade&#8221;, destacou o magistrado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0Nos fundamentos da decis\u00e3o, o desembargador tamb\u00e9m adotou, por analogia, a S\u00famula 78 do TRT-4, que trata da indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais nos casos de transporte de valores por trabalhadores banc\u00e1rios. O enunciado da s\u00famula prev\u00ea que &#8220;o trabalhador banc\u00e1rio que fa\u00e7a o transporte de valores sem se enquadrar na hip\u00f3tese de que trata o art. 3\u00ba, II, da Lei n.o 7.102\/83, sofre abalo psicol\u00f3gico decorrente da atividade de risco e faz jus \u00e0 indeniza\u00e7\u00e3o por dano moral&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0O motorista tamb\u00e9m teria sido v\u00edtima de um segundo assalto, durante um &#8220;arrast\u00e3o&#8221; na ponte do Gua\u00edba. Nesse caso, contudo, o relator avaliou que n\u00e3o caberia indeniza\u00e7\u00e3o, pois o trabalhador n\u00e3o teria sido alvo do crime em raz\u00e3o de sua condi\u00e7\u00e3o de potencial transportador de valores, como ocorreu no primeiro assalto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0O valor da indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais foi arbitrada em R$ 3 mil. Al\u00e9m do relator, tamb\u00e9m participaram do julgamento o desembargador Cl\u00e1udio Ant\u00f4nio Cassou Barbosa e a desembargadora Rejane Souza Pedra. As partes n\u00e3o apresentaram recurso contra a decis\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Tribunal Regional do Trabalho da 4\u00aa Regi\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A 5\u00aa Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 4\u00aa regi\u00e3o (RS) condenou uma empresa, que atua na fabrica\u00e7\u00e3o e venda de artigos em metal e vidro, a pagar indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais a seu motorista que foi assaltado transportando malotes com valores. A decis\u00e3o reformou a senten\u00e7a do ju\u00edzo da 16\u00aa Vara do Trabalho de Porto Alegre. \u00a0Segundo informa\u00e7\u00f5es do processo, o assalto ocorreu enquanto o trabalhador fazia entregas e recolhia valores referentes \u00e0 venda das mercadorias. 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