{"id":1777,"date":"2023-10-10T16:00:45","date_gmt":"2023-10-10T19:00:45","guid":{"rendered":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/?p=1777"},"modified":"2023-10-31T13:46:15","modified_gmt":"2023-10-31T16:46:15","slug":"tjpb-acidente-de-transito-acusado-de-homicidio-culposo-tem-recurso-negado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/?p=1777","title":{"rendered":"TJPB &#8211; Acidente de tr\u00e2nsito: Acusado de homic\u00eddio culposo tem recurso negado"},"content":{"rendered":"<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-1778\" src=\"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/PUBLICACAO-281-300x300.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/PUBLICACAO-281-300x300.jpg 300w, https:\/\/marcelcolares.adv.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/PUBLICACAO-281-1024x1024.jpg 1024w, https:\/\/marcelcolares.adv.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/PUBLICACAO-281-150x150.jpg 150w, https:\/\/marcelcolares.adv.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/PUBLICACAO-281-768x768.jpg 768w, https:\/\/marcelcolares.adv.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/PUBLICACAO-281.jpg 1080w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A C\u00e2mara Criminal do Tribunal de Justi\u00e7a da Para\u00edba negou provimento a um recurso interposto pela defesa de M. G. D, que buscava a absolvi\u00e7\u00e3o do crime de homic\u00eddio culposo na condu\u00e7\u00e3o de ve\u00edculo automotor, incurso no artigo 302 do C\u00f3digo de Tr\u00e2nsito Brasileiro c\/c com o artigo 70 do C\u00f3digo Penal (concurso de crimes). A pena aplicada foi de dois anos e quatro meses de deten\u00e7\u00e3o, al\u00e9m da proibi\u00e7\u00e3o de dirigir ve\u00edculo automotor pelo mesmo prazo. O caso foi julgado na Apela\u00e7\u00e3o Criminal n\u00ba 0800318-22.2022.8.15.0151, que teve a relatoria do desembargador Frederico Martinho da N\u00f3brega Coutinho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Consta nos autos que no dia 25\/10\/2021, por volta das 8h50, na rodovia PB-400, sentido Concei\u00e7\u00e3o\/Bonito de Santa F\u00e9, o acusado, conduzindo um ve\u00edculo Fiat Toro, que estava na faixa da esquerda, cruzou imprudentemente a pista para retornar \u00e0 direita, colidindo com a motocicleta, o que levou os dois passageiros a \u00f3bito, apenas, alguns dias ap\u00f3s o acidente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No recurso, a defesa alega que o acidente se deu por culpa exclusiva das v\u00edtimas, por estarem trafegando em alta velocidade, como tamb\u00e9m, pelo condutor da motocicleta n\u00e3o possuir carteira de habilita\u00e7\u00e3o e que a garupa estava sem capacete. Acrescenta, que agiu com prud\u00eancia empregando medidas legais para a convers\u00e3o na pista, sendo a velocidade das v\u00edtimas o fator determinante para o incidente. Pediu, por fim, pelo provimento do recurso para reformar a senten\u00e7a no sentido de sua absolvi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 o Minist\u00e9rio P\u00fablico afirma que as provas produzidas na investiga\u00e7\u00e3o criminal e na instru\u00e7\u00e3o processual s\u00e3o suficientes para demonstrar a materialidade e a autoria delitivas. Garantindo, que o apelante agiu com imprud\u00eancia, ao manobrar o seu ve\u00edculo, n\u00e3o restando ao motociclista qualquer tipo de conduta que impedisse o choque, assim, n\u00e3o merece prosperar a tese de culpa exclusiva das v\u00edtimas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No exame do caso, o relator do processo rejeitou a tese defendida pela defesa. &#8220;Quanto \u00e0 tese de culpa exclusiva da v\u00edtima, n\u00e3o deve ser acolhida, visto que restou, de forma un\u00edssona, que o apelante avan\u00e7ou a faixa contr\u00e1ria, n\u00e3o sendo a aus\u00eancia de CNH da v\u00edtima o motivo ensejador para caracterizar a sua culpa \u00fanica e, mesmo que se admitisse uma culpa concorrente da v\u00edtima, esta n\u00e3o seria capaz de excluir o crime&#8221;, afirmou o desembargador Fred Coutinho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E prosseguiu: &#8220;Por fim, em que pese a aus\u00eancia de insurg\u00eancia quanto \u00e0 dosimetria da pena, reanalisando, de of\u00edcio, constato que na primeira fase foi fixada pena m\u00ednima, n\u00e3o existindo agravantes e atenuantes na segunda fase, sendo, ao final, aplicada a fra\u00e7\u00e3o m\u00ednima em virtude do concurso formal. Logo, n\u00e3o h\u00e1 possibilidade de altera\u00e7\u00e3o da senten\u00e7a que, mesmo se houvesse o entendimento pelo desacerto, n\u00e3o haveria a possibilidade de reforma em desfavor do recorrente, por ser recurso \u00fanico interposto pela defesa&#8221;, frisou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Da decis\u00e3o cabe recurso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Tribunal de Justi\u00e7a do Estado de Para\u00edba<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A C\u00e2mara Criminal do Tribunal de Justi\u00e7a da Para\u00edba negou provimento a um recurso interposto pela defesa de M. G. D, que buscava a absolvi\u00e7\u00e3o do crime de homic\u00eddio culposo na condu\u00e7\u00e3o de ve\u00edculo automotor, incurso no artigo 302 do C\u00f3digo de Tr\u00e2nsito Brasileiro c\/c com o artigo 70 do C\u00f3digo Penal (concurso de crimes). A pena aplicada foi de dois anos e quatro meses de deten\u00e7\u00e3o, al\u00e9m da proibi\u00e7\u00e3o de dirigir ve\u00edculo automotor pelo mesmo prazo. O caso foi julgado na Apela\u00e7\u00e3o Criminal n\u00ba 0800318-22.2022.8.15.0151, que teve a relatoria do desembargador Frederico Martinho da N\u00f3brega Coutinho. Consta nos autos que no dia 25\/10\/2021, por volta das 8h50, na rodovia PB-400, sentido Concei\u00e7\u00e3o\/Bonito de Santa F\u00e9, o acusado, conduzindo um ve\u00edculo Fiat Toro, que estava na faixa da esquerda, cruzou imprudentemente a pista para retornar \u00e0 direita, colidindo com a motocicleta, o que levou os dois passageiros a \u00f3bito, apenas, alguns dias ap\u00f3s o acidente. No recurso, a defesa alega que o acidente se deu por culpa exclusiva das v\u00edtimas, por estarem trafegando em alta velocidade, como tamb\u00e9m, pelo condutor da motocicleta n\u00e3o possuir carteira de habilita\u00e7\u00e3o e que a garupa estava sem capacete. 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No exame do caso, o relator do processo rejeitou a tese defendida pela defesa. &#8220;Quanto \u00e0 tese de culpa exclusiva da v\u00edtima, n\u00e3o deve ser acolhida, visto que restou, de forma un\u00edssona, que o apelante avan\u00e7ou a faixa contr\u00e1ria, n\u00e3o sendo a aus\u00eancia de CNH da v\u00edtima o motivo ensejador para caracterizar a sua culpa \u00fanica e, mesmo que se admitisse uma culpa concorrente da v\u00edtima, esta n\u00e3o seria capaz de excluir o crime&#8221;, afirmou o desembargador Fred Coutinho. E prosseguiu: &#8220;Por fim, em que pese a aus\u00eancia de insurg\u00eancia quanto \u00e0 dosimetria da pena, reanalisando, de of\u00edcio, constato que na primeira fase foi fixada pena m\u00ednima, n\u00e3o existindo agravantes e atenuantes na segunda fase, sendo, ao final, aplicada a fra\u00e7\u00e3o m\u00ednima em virtude do concurso formal. 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