{"id":1810,"date":"2023-10-16T14:00:47","date_gmt":"2023-10-16T17:00:47","guid":{"rendered":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/?p=1810"},"modified":"2023-10-31T14:12:22","modified_gmt":"2023-10-31T17:12:22","slug":"tjmg-cliente-deve-ser-indenizada-por-golpe-dentro-de-agencia-bancaria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/?p=1810","title":{"rendered":"TJMG &#8211; Cliente deve ser indenizada por golpe dentro de ag\u00eancia banc\u00e1ria"},"content":{"rendered":"<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-1811\" src=\"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/PUBLICACAO-294-300x300.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/PUBLICACAO-294-300x300.jpg 300w, https:\/\/marcelcolares.adv.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/PUBLICACAO-294-1024x1024.jpg 1024w, https:\/\/marcelcolares.adv.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/PUBLICACAO-294-150x150.jpg 150w, https:\/\/marcelcolares.adv.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/PUBLICACAO-294-768x768.jpg 768w, https:\/\/marcelcolares.adv.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/PUBLICACAO-294.jpg 1080w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A 13\u00aa C\u00e2mara C\u00edvel do Tribunal de Justi\u00e7a de Minas Gerais (TJMG) confirmou decis\u00e3o da 3\u00aa Vara C\u00edvel da Comarca de Contagem e condenou um banco a pagar R$ 15 mil em danos morais a uma cliente que foi v\u00edtima de golpe dentro do estabelecimento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 2 de agosto de 2021, por volta do meio-dia, a idosa de 79 anos foi ao banco, localizado em Contagem, na Grande BH, como costuma fazer todos os meses. Dois homens se aproximaram dela e disseram que eram funcion\u00e1rios da institui\u00e7\u00e3o financeira. Em seguida, passaram a orient\u00e1-la, simulando uma ajuda. Sem saber que se tratava de golpe, a v\u00edtima permitiu o acesso \u00e0 sua conta e acabou perdendo o benef\u00edcio previdenci\u00e1rio depositado naquele m\u00eas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo o processo, logo ap\u00f3s o fato, a idosa procurou a ger\u00eancia do banco e foi orientada a voltar no dia seguinte. Nessa data, funcion\u00e1rios da ag\u00eancia acessaram o sistema de vigil\u00e2ncia e identificaram o momento em que os bandidos roubaram a cliente. Apesar da prova, a v\u00edtima n\u00e3o conseguiu entrar em acordo com a institui\u00e7\u00e3o financeira para recuperar o valor roubado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O banco informou que a cliente &#8220;simplesmente aceitou ajuda de pessoa desconhecida, sem qualquer indaga\u00e7\u00e3o, fato esse que fragilizou a seguran\u00e7a dos seus dados banc\u00e1rios&#8221;. Ainda segundo a empresa, a opera\u00e7\u00e3o realizada pelos golpistas s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel mediante a digita\u00e7\u00e3o da senha de acesso, juntamente com biometria e cart\u00e3o do titular da conta corrente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para o relator do processo no TJMG, desembargador Marco Aur\u00e9lio Ferrara Marcolino, apesar de o banco n\u00e3o ter participado diretamente da ilegalidade, &#8220;sua responsabilidade objetiva persiste, visto que o v\u00edcio na presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o deu causa ao incidente, gerando danos financeiros \u00e0 apelada que se v\u00ea sem uma parcela de seu benef\u00edcio previdenci\u00e1rio&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;A falta de uma devida seguran\u00e7a no estabelecimento da apelante possibilitou aos golpistas um f\u00e1cil acesso a clientes vulner\u00e1veis, que os persuadindo a compartilhar suas informa\u00e7\u00f5es banc\u00e1rias pessoais, realizaram com \u00eaxito seus atos fraudulentos&#8221;, afirmou o magistrado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O desembargador decidiu fixar a indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais em R$ 15 mil, com corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria pelo \u00edndice da Corregedoria TJMG a partir da data da senten\u00e7a da Comarca de Contagem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os desembargadores Jos\u00e9 de Carvalho Barbosa e Newton Teixeira Carvalho acompanharam o voto do relator.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Tribunal de Justi\u00e7a do Estado de Minas Gerais<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A 13\u00aa C\u00e2mara C\u00edvel do Tribunal de Justi\u00e7a de Minas Gerais (TJMG) confirmou decis\u00e3o da 3\u00aa Vara C\u00edvel da Comarca de Contagem e condenou um banco a pagar R$ 15 mil em danos morais a uma cliente que foi v\u00edtima de golpe dentro do estabelecimento. Em 2 de agosto de 2021, por volta do meio-dia, a idosa de 79 anos foi ao banco, localizado em Contagem, na Grande BH, como costuma fazer todos os meses. Dois homens se aproximaram dela e disseram que eram funcion\u00e1rios da institui\u00e7\u00e3o financeira. Em seguida, passaram a orient\u00e1-la, simulando uma ajuda. Sem saber que se tratava de golpe, a v\u00edtima permitiu o acesso \u00e0 sua conta e acabou perdendo o benef\u00edcio previdenci\u00e1rio depositado naquele m\u00eas. Segundo o processo, logo ap\u00f3s o fato, a idosa procurou a ger\u00eancia do banco e foi orientada a voltar no dia seguinte. Nessa data, funcion\u00e1rios da ag\u00eancia acessaram o sistema de vigil\u00e2ncia e identificaram o momento em que os bandidos roubaram a cliente. Apesar da prova, a v\u00edtima n\u00e3o conseguiu entrar em acordo com a institui\u00e7\u00e3o financeira para recuperar o valor roubado. O banco informou que a cliente &#8220;simplesmente aceitou ajuda de pessoa desconhecida, sem qualquer indaga\u00e7\u00e3o, fato esse que fragilizou a seguran\u00e7a dos seus dados banc\u00e1rios&#8221;. Ainda segundo a empresa, a opera\u00e7\u00e3o realizada pelos golpistas s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel mediante a digita\u00e7\u00e3o da senha de acesso, juntamente com biometria e cart\u00e3o do titular da conta corrente. Para o relator do processo no TJMG, desembargador Marco Aur\u00e9lio Ferrara Marcolino, apesar de o banco n\u00e3o ter participado diretamente da ilegalidade, &#8220;sua responsabilidade objetiva persiste, visto que o v\u00edcio na presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o deu causa ao incidente, gerando danos financeiros \u00e0 apelada que se v\u00ea sem uma parcela de seu benef\u00edcio previdenci\u00e1rio&#8221;. &#8220;A falta de uma devida seguran\u00e7a no estabelecimento da apelante possibilitou aos golpistas um f\u00e1cil acesso a clientes vulner\u00e1veis, que os persuadindo a compartilhar suas informa\u00e7\u00f5es banc\u00e1rias pessoais, realizaram com \u00eaxito seus atos fraudulentos&#8221;, afirmou o magistrado. O desembargador decidiu fixar a indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais em R$ 15 mil, com corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria pelo \u00edndice da Corregedoria TJMG a partir da data da senten\u00e7a da Comarca de Contagem. 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