{"id":1846,"date":"2023-10-19T10:00:52","date_gmt":"2023-10-19T13:00:52","guid":{"rendered":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/?p=1846"},"modified":"2023-10-31T15:22:17","modified_gmt":"2023-10-31T18:22:17","slug":"tjmg-moradora-de-condominio-deve-indenizar-vizinha-por-ofensas-no-whatsapp","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/?p=1846","title":{"rendered":"TJMG &#8211; Moradora de condom\u00ednio deve indenizar vizinha por ofensas no WhatsApp"},"content":{"rendered":"<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-1847\" src=\"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/PUBLICACAO-303-300x300.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/PUBLICACAO-303-300x300.jpg 300w, https:\/\/marcelcolares.adv.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/PUBLICACAO-303-1024x1024.jpg 1024w, https:\/\/marcelcolares.adv.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/PUBLICACAO-303-150x150.jpg 150w, https:\/\/marcelcolares.adv.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/PUBLICACAO-303-768x768.jpg 768w, https:\/\/marcelcolares.adv.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/PUBLICACAO-303.jpg 1080w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A moradora de um condom\u00ednio em Contagem, na Regi\u00e3o Metropolitana de Belo Horizonte, foi condenada a pagar indeniza\u00e7\u00e3o de R$ 10 mil por danos morais a uma vizinha, ap\u00f3s postar mensagens ofensivas a ela em um grupo de WhatsApp dos moradores. A decis\u00e3o, da Comarca de Contagem, foi confirmada pela 11\u00aa C\u00e2mara C\u00edvel do Tribunal de Justi\u00e7a de Minas Gerais, que, no entanto, reduziu \u00e0 metade a indeniza\u00e7\u00e3o definida em 1\u00aa Inst\u00e2ncia (R$ 20 mil).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo os autos, as publica\u00e7\u00f5es continham termos pejorativos sobre a v\u00edtima. Al\u00e9m das ofensas, ela foi surpreendida com gritos no porta de casa e teve o port\u00e3o quebrado pela vizinha, que tamb\u00e9m jogou pedras e lixo no local. A v\u00edtima afirmou ainda que a moradora fez uma liga\u00e7\u00e3o para o seu filho, de 14 anos, para difam\u00e1-la.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Embora tenha reconhecido os fatos, a moradora, autora do recurso \u00e0 2\u00aa Inst\u00e2ncia, defendeu-se, alegando que os danos morais n\u00e3o foram demonstrados no processo e que as mensagens ofensivas foram uma resposta a provoca\u00e7\u00f5es da pr\u00f3pria v\u00edtima, que teria se envolvido amorosamente com o marido dela.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um boletim de ocorr\u00eancia foi lavrado sobre o caso. Um relat\u00f3rio assinado pelo setor de seguran\u00e7a do condom\u00ednio confirmou o envio de diversas mensagens agressivas contra a ofendida, postadas na rede social, e apontou que, de fato, a moradora jogou lixo e pedras na propriedade da vizinha.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O relator do processo, desembargador Marcos Lincoln, ponderou que a moradora extrapolou o direito \u00e0 liberdade de express\u00e3o, ao tornar p\u00fablica a desaven\u00e7a com a vizinha por meio de mensagens depreciativas, lidas por v\u00e1rias pessoas. Para o magistrado, o dano moral sofrido pela v\u00edtima \u00e9 &#8220;incontroverso&#8221;. &#8220;Configura dano moral aquele dano que, fugindo \u00e0 normalidade, interfira intensamente no comportamento psicol\u00f3gico do indiv\u00edduo, causando-lhe afli\u00e7\u00f5es, ang\u00fastia e desequil\u00edbrio em seu bem estar&#8221;, sustentou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As desembargadoras M\u00f4nica Lib\u00e2nio Rocha Bretas e Shirley Fenzi Bert\u00e3o acompanharam o voto do relator.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Tribunal de Justi\u00e7a do Estado de Minas Gerais<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A moradora de um condom\u00ednio em Contagem, na Regi\u00e3o Metropolitana de Belo Horizonte, foi condenada a pagar indeniza\u00e7\u00e3o de R$ 10 mil por danos morais a uma vizinha, ap\u00f3s postar mensagens ofensivas a ela em um grupo de WhatsApp dos moradores. A decis\u00e3o, da Comarca de Contagem, foi confirmada pela 11\u00aa C\u00e2mara C\u00edvel do Tribunal de Justi\u00e7a de Minas Gerais, que, no entanto, reduziu \u00e0 metade a indeniza\u00e7\u00e3o definida em 1\u00aa Inst\u00e2ncia (R$ 20 mil). Segundo os autos, as publica\u00e7\u00f5es continham termos pejorativos sobre a v\u00edtima. Al\u00e9m das ofensas, ela foi surpreendida com gritos no porta de casa e teve o port\u00e3o quebrado pela vizinha, que tamb\u00e9m jogou pedras e lixo no local. A v\u00edtima afirmou ainda que a moradora fez uma liga\u00e7\u00e3o para o seu filho, de 14 anos, para difam\u00e1-la. Embora tenha reconhecido os fatos, a moradora, autora do recurso \u00e0 2\u00aa Inst\u00e2ncia, defendeu-se, alegando que os danos morais n\u00e3o foram demonstrados no processo e que as mensagens ofensivas foram uma resposta a provoca\u00e7\u00f5es da pr\u00f3pria v\u00edtima, que teria se envolvido amorosamente com o marido dela. Um boletim de ocorr\u00eancia foi lavrado sobre o caso. Um relat\u00f3rio assinado pelo setor de seguran\u00e7a do condom\u00ednio confirmou o envio de diversas mensagens agressivas contra a ofendida, postadas na rede social, e apontou que, de fato, a moradora jogou lixo e pedras na propriedade da vizinha. O relator do processo, desembargador Marcos Lincoln, ponderou que a moradora extrapolou o direito \u00e0 liberdade de express\u00e3o, ao tornar p\u00fablica a desaven\u00e7a com a vizinha por meio de mensagens depreciativas, lidas por v\u00e1rias pessoas. Para o magistrado, o dano moral sofrido pela v\u00edtima \u00e9 &#8220;incontroverso&#8221;. &#8220;Configura dano moral aquele dano que, fugindo \u00e0 normalidade, interfira intensamente no comportamento psicol\u00f3gico do indiv\u00edduo, causando-lhe afli\u00e7\u00f5es, ang\u00fastia e desequil\u00edbrio em seu bem estar&#8221;, sustentou. As desembargadoras M\u00f4nica Lib\u00e2nio Rocha Bretas e Shirley Fenzi Bert\u00e3o acompanharam o voto do relator. 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