{"id":1861,"date":"2023-10-20T12:00:28","date_gmt":"2023-10-20T15:00:28","guid":{"rendered":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/?p=1861"},"modified":"2023-10-31T15:45:19","modified_gmt":"2023-10-31T18:45:19","slug":"tjsc-apos-justica-suspender-cnh-devedor-recalcitrante-ha-16-anos-quita-divida-em-21-dias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/?p=1861","title":{"rendered":"TJSC &#8211; Ap\u00f3s Justi\u00e7a suspender CNH, devedor recalcitrante h\u00e1 16 anos quita d\u00edvida em 21 dias"},"content":{"rendered":"<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-1862\" src=\"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/PUBLICACAO-308-300x300.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/PUBLICACAO-308-300x300.jpg 300w, https:\/\/marcelcolares.adv.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/PUBLICACAO-308-1024x1024.jpg 1024w, https:\/\/marcelcolares.adv.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/PUBLICACAO-308-150x150.jpg 150w, https:\/\/marcelcolares.adv.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/PUBLICACAO-308-768x768.jpg 768w, https:\/\/marcelcolares.adv.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/PUBLICACAO-308.jpg 1080w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma situa\u00e7\u00e3o peculiar foi registrada na 2\u00aa Vara C\u00edvel da comarca de Videira, no meio-oeste catarinense. De forma excepcional, a unidade determinou a suspens\u00e3o da Carteira Nacional de Habilita\u00e7\u00e3o (CNH) de um cidad\u00e3o a fim de assegurar o cumprimento de uma determina\u00e7\u00e3o judicial para quitar uma d\u00edvida em a\u00e7\u00e3o ajuizada em 2007. A decis\u00e3o do julgador foi tomada no \u00faltimo dia 7 de julho. Ap\u00f3s 21 dias, foi informada nos autos a quita\u00e7\u00e3o integral do d\u00e9bito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nos 16 anos de tramita\u00e7\u00e3o do processo, diversas foram as tentativas de satisfa\u00e7\u00e3o da d\u00edvida pela constri\u00e7\u00e3o patrimonial. Houve penhoras parciais em valores irris\u00f3rios. Al\u00e9m disso, o executado deixou de apresentar qualquer bem penhor\u00e1vel e n\u00e3o foram encontrados no sistema de busca bens registrados em nome do devedor.\u00a0 Por\u00e9m, a parte exequente comprovou que ele demonstra publicamente, em suas redes sociais, que possui bens, ao exibir fotografias de carretas com plotagem indicativa de seu sobrenome.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Restou evidente que o patrim\u00f4nio n\u00e3o estava registrado em nome do devedor, contudo o pr\u00f3prio executado apresentou nos autos documento no qual informa ser s\u00f3cio-administrador de uma empresa de transporte. Diante do comportamento do cidad\u00e3o ao indicar que n\u00e3o tinha inten\u00e7\u00e3o alguma em liquidar a d\u00edvida, o magistrado acolheu o pedido para determinar a suspens\u00e3o do direito de dirigir.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O julgador pontua na decis\u00e3o: &#8220;Em raz\u00e3o da fun\u00e7\u00e3o que ocupa &#8211; n\u00e3o sendo motorista profissional -, o uso da carteira de motorista n\u00e3o \u00e9 absolutamente imprescind\u00edvel ao executado&#8221;. Ainda refor\u00e7a que eventual necessidade de utiliza\u00e7\u00e3o de autom\u00f3vel para deslocamento at\u00e9 o local de trabalho n\u00e3o afasta a conveni\u00eancia da medida. &#8220;A restri\u00e7\u00e3o ao direito de dirigir n\u00e3o implica viola\u00e7\u00e3o do direito de ir e vir, tampouco fere o princ\u00edpio da dignidade da pessoa humana&#8221;, conclui.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A medida adotada teve legitimidade reconhecida recentemente pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento da ADI n. 5.941.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Tribunal de Justi\u00e7a de Santa Catarina<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma situa\u00e7\u00e3o peculiar foi registrada na 2\u00aa Vara C\u00edvel da comarca de Videira, no meio-oeste catarinense. De forma excepcional, a unidade determinou a suspens\u00e3o da Carteira Nacional de Habilita\u00e7\u00e3o (CNH) de um cidad\u00e3o a fim de assegurar o cumprimento de uma determina\u00e7\u00e3o judicial para quitar uma d\u00edvida em a\u00e7\u00e3o ajuizada em 2007. A decis\u00e3o do julgador foi tomada no \u00faltimo dia 7 de julho. Ap\u00f3s 21 dias, foi informada nos autos a quita\u00e7\u00e3o integral do d\u00e9bito. Nos 16 anos de tramita\u00e7\u00e3o do processo, diversas foram as tentativas de satisfa\u00e7\u00e3o da d\u00edvida pela constri\u00e7\u00e3o patrimonial. Houve penhoras parciais em valores irris\u00f3rios. Al\u00e9m disso, o executado deixou de apresentar qualquer bem penhor\u00e1vel e n\u00e3o foram encontrados no sistema de busca bens registrados em nome do devedor.\u00a0 Por\u00e9m, a parte exequente comprovou que ele demonstra publicamente, em suas redes sociais, que possui bens, ao exibir fotografias de carretas com plotagem indicativa de seu sobrenome. Restou evidente que o patrim\u00f4nio n\u00e3o estava registrado em nome do devedor, contudo o pr\u00f3prio executado apresentou nos autos documento no qual informa ser s\u00f3cio-administrador de uma empresa de transporte. Diante do comportamento do cidad\u00e3o ao indicar que n\u00e3o tinha inten\u00e7\u00e3o alguma em liquidar a d\u00edvida, o magistrado acolheu o pedido para determinar a suspens\u00e3o do direito de dirigir. O julgador pontua na decis\u00e3o: &#8220;Em raz\u00e3o da fun\u00e7\u00e3o que ocupa &#8211; n\u00e3o sendo motorista profissional -, o uso da carteira de motorista n\u00e3o \u00e9 absolutamente imprescind\u00edvel ao executado&#8221;. Ainda refor\u00e7a que eventual necessidade de utiliza\u00e7\u00e3o de autom\u00f3vel para deslocamento at\u00e9 o local de trabalho n\u00e3o afasta a conveni\u00eancia da medida. &#8220;A restri\u00e7\u00e3o ao direito de dirigir n\u00e3o implica viola\u00e7\u00e3o do direito de ir e vir, tampouco fere o princ\u00edpio da dignidade da pessoa humana&#8221;, conclui. A medida adotada teve legitimidade reconhecida recentemente pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento da ADI n. 5.941. 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