{"id":1874,"date":"2023-10-24T08:00:31","date_gmt":"2023-10-24T11:00:31","guid":{"rendered":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/?p=1874"},"modified":"2023-10-31T15:57:06","modified_gmt":"2023-10-31T18:57:06","slug":"tjmg-condominio-tera-que-indenizar-moradora-por-queda-em-escada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/?p=1874","title":{"rendered":"TJMG &#8211; Condom\u00ednio ter\u00e1 que indenizar moradora por queda em escada"},"content":{"rendered":"<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-1875\" src=\"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/PUBLICACAO-321-300x300.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/PUBLICACAO-321-300x300.jpg 300w, https:\/\/marcelcolares.adv.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/PUBLICACAO-321-1024x1024.jpg 1024w, https:\/\/marcelcolares.adv.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/PUBLICACAO-321-150x150.jpg 150w, https:\/\/marcelcolares.adv.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/PUBLICACAO-321-768x768.jpg 768w, https:\/\/marcelcolares.adv.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/PUBLICACAO-321.jpg 1080w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um condom\u00ednio ter\u00e1 que indenizar uma moradora em R$ 6,2 mil, sendo R$ 1,2 mil por danos materiais e R$ 5 mil por danos morais pela queda que ela sofreu em escada do pr\u00e9dio e por omiss\u00e3o do dever de cuidar da seguran\u00e7a no local. A decis\u00e3o \u00e9 da 20\u00aa C\u00e2mara C\u00edvel do Tribunal de Justi\u00e7a de Minas Gerais (TJMG).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com o processo, a moradora alegou que, ao descer escadas do edif\u00edcio, sofreu uma queda que lhe causou uma grave tor\u00e7\u00e3o no tornozelo, o que a impediu de trabalhar durante o tempo de recupera\u00e7\u00e3o. Para ela, a ilumina\u00e7\u00e3o prec\u00e1ria e a falta de corrim\u00e3o e de piso antiderrapante nos degraus, al\u00e9m de entulhos e sujeiras que obstru\u00edam as passagens, seriam as causas do acidente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O condom\u00ednio disse que os boletins m\u00e9dicos, as fotografias e a concess\u00e3o do aux\u00edlio-acidente pelo INSS n\u00e3o demonstram que a queda ocorreu nas depend\u00eancias do pr\u00e9dio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O condom\u00ednio tamb\u00e9m contestou a testemunha apresentada pela v\u00edtima, afirmando que ela n\u00e3o teria presenciado o acidente, apenas visto, pela janela, a moradora entrar chorando no pr\u00e9dio. A defesa pediu a desqualifica\u00e7\u00e3o das conversas extra\u00eddas do grupo de WhatsApp dos moradores e de \u00e1udios gravados durante assembleia geral do edif\u00edcio, que tratou de melhorias na seguran\u00e7a. Esse material foi apresentado pela v\u00edtima como prova de que a queda ocorreu, de fato, nas depend\u00eancias do condom\u00ednio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um laudo de vistoria do Corpo de Bombeiros realizado nas \u00e1reas comuns do pr\u00e9dio foi anexado ao processo pela v\u00edtima e corrobora com sua vers\u00e3o do acidente, ao constatar que \u201cos degraus da edifica\u00e7\u00e3o n\u00e3o possuem condi\u00e7\u00e3o antiderrapante\u201d, n\u00e3o h\u00e1 corrim\u00f5es e diversos objetos estavam depositados nas escadas. Por conta dessas irregularidades, a corpora\u00e7\u00e3o emitiu uma advert\u00eancia por escrito ao condom\u00ednio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O relator do caso, desembargador Fernando Caldeira Brant, afirmou que, apesar de o edif\u00edcio alegar falta de provas, o conjunto de elementos probat\u00f3rios expostos pela v\u00edtima \u00e9 \u201cmais que suficiente\u201d para comprovar os fatos, sobretudo que a queda aconteceu nas escadas do pr\u00e9dio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cLogo, restaram devidamente preenchidos os requisitos da responsabilidade civil, isto \u00e9: a conduta humana, frente \u00e0 omiss\u00e3o do condom\u00ednio em zelar pela manuten\u00e7\u00e3o do pr\u00e9dio; o dano, que se traduz na les\u00e3o no tornozelo da autora; o nexo de causalidade, pois se r\u00e9u tivesse sido diligente no cuidado com a seguran\u00e7a das escadas o resultado danoso n\u00e3o teria ocorrido; bem como a culpa, j\u00e1 que \u00e9 dever da parte r\u00e9 zelar pela limpeza e manuten\u00e7\u00e3o das \u00e1reas comuns de livre circula\u00e7\u00e3o do condom\u00ednio\u201d, disse o relator.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os desembargadores Vicente de Oliveira Silva e Manoel dos Reis Morais votaram de acordo com o relator.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Tribunal de Justi\u00e7a do Estado de Minas Gerais<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um condom\u00ednio ter\u00e1 que indenizar uma moradora em R$ 6,2 mil, sendo R$ 1,2 mil por danos materiais e R$ 5 mil por danos morais pela queda que ela sofreu em escada do pr\u00e9dio e por omiss\u00e3o do dever de cuidar da seguran\u00e7a no local. 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O relator do caso, desembargador Fernando Caldeira Brant, afirmou que, apesar de o edif\u00edcio alegar falta de provas, o conjunto de elementos probat\u00f3rios expostos pela v\u00edtima \u00e9 \u201cmais que suficiente\u201d para comprovar os fatos, sobretudo que a queda aconteceu nas escadas do pr\u00e9dio. \u201cLogo, restaram devidamente preenchidos os requisitos da responsabilidade civil, isto \u00e9: a conduta humana, frente \u00e0 omiss\u00e3o do condom\u00ednio em zelar pela manuten\u00e7\u00e3o do pr\u00e9dio; o dano, que se traduz na les\u00e3o no tornozelo da autora; o nexo de causalidade, pois se r\u00e9u tivesse sido diligente no cuidado com a seguran\u00e7a das escadas o resultado danoso n\u00e3o teria ocorrido; bem como a culpa, j\u00e1 que \u00e9 dever da parte r\u00e9 zelar pela limpeza e manuten\u00e7\u00e3o das \u00e1reas comuns de livre circula\u00e7\u00e3o do condom\u00ednio\u201d, disse o relator. 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