{"id":1921,"date":"2023-10-27T12:00:50","date_gmt":"2023-10-27T15:00:50","guid":{"rendered":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/?p=1921"},"modified":"2023-10-31T18:14:06","modified_gmt":"2023-10-31T21:14:06","slug":"tjpr-tj-autoriza-adolescente-transgenero-de-17-anos-a-alterar-registro-civil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/?p=1921","title":{"rendered":"TJPR &#8211; TJ autoriza adolescente transg\u0119nero de 17 anos a alterar registro civil"},"content":{"rendered":"<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-1922\" src=\"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/PUBLICACAO-328-300x300.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/PUBLICACAO-328-300x300.jpg 300w, https:\/\/marcelcolares.adv.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/PUBLICACAO-328-1024x1024.jpg 1024w, https:\/\/marcelcolares.adv.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/PUBLICACAO-328-150x150.jpg 150w, https:\/\/marcelcolares.adv.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/PUBLICACAO-328-768x768.jpg 768w, https:\/\/marcelcolares.adv.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/PUBLICACAO-328.jpg 1080w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Decis\u00e3o da 18\u00aa C\u00e2mara C\u00edvel do Tribunal de Justi\u00e7a do Estado do Paran\u00e1 (TJPR) autorizou um adolescente curitibano transg\u00eanero de 17 anos a retificar seu registro civil alterando o prenome e g\u00eanero. Apesar de n\u00e3o ser maior de idade, como seus pais apoiaram a decis\u00e3o, os desembargadores foram un\u00e2nimes em conceder o direito \u00e0 mudan\u00e7a. O relator do ac\u00f3rd\u00e3o, desembargador P\u00e9ricles Bellusci de Batista Pereira, concluiu que &#8220;a jurisprud\u00eancia tem se orientado no sentido de ser poss\u00edvel a altera\u00e7\u00e3o de prenome e g\u00eanero por pessoas transexuais, que n\u00e3o se identificam com o sexo biol\u00f3gico, bastando apenas a manifesta\u00e7\u00e3o de vontade para tanto&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Representado pela Defensoria P\u00fablica do Paran\u00e1, acompanhado pelo N\u00facleo de Inf\u00e2ncia e da Juventude, o adolescente disse viver uma situa\u00e7\u00e3o de &#8220;constrangimento em decorr\u00eancia da incompatibilidade de sua identidade de g\u00eanero com seu registro civil, sendo poss\u00edvel extrair a intensidade do sofrimento experimentado em decorr\u00eancia da discrimina\u00e7\u00e3o, bullying, viol\u00eancia&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Minist\u00e9rio P\u00fablico do Paran\u00e1 recorreu da decis\u00e3o de primeira inst\u00e2ncia, que autorizou a altera\u00e7\u00e3o do registro, alegando no recurso de apela\u00e7\u00e3o que as informa\u00e7\u00f5es constantes nos registros s\u00f3 devem ser retificadas caso incorretas, o que n\u00e3o seria a situa\u00e7\u00e3o dos autos, &#8220;vez que o registro de nascimento da autora reflete a realidade biol\u00f3gica existente \u00e0 \u00e9poca da lavratura&#8221;, e sustentava tamb\u00e9m que, &#8220;embora a autora se identifique com sexo diverso ao registrado na sua certid\u00e3o de nascimento, o sexo n\u00e3o deve ser alterado ap\u00f3s o nascimento, devendo prevalecer o considerado biologicamente&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O julgamento foi presidido pelo desembargador Vitor Roberto Silva, e votaram a favor da manuten\u00e7\u00e3o da senten\u00e7a e n\u00e3o provimento do recurso o relator e os desembargadores Luiz Henrique Miranda e Marcelo Gobbo Dalla D\u00e9a. O voto foi baseado na jurisprud\u00eancia do pr\u00f3prio TJPR, que concedeu a altera\u00e7\u00e3o de g\u00eanero e de prenome no registro civil como direito fundamental e sufici\u00eancia de manifesta\u00e7\u00e3o da vontade em decis\u00e3o anterior da pr\u00f3pria 18\u00aa C\u00e2mara C\u00edvel e da 17\u00aa C\u00e2mara C\u00edvel. Na mesma linha do determinado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na a\u00e7\u00e3o 0005730-88.2009.1.00.0000, que entende ser um direito constitucional e registral da pessoa transg\u00eanero alterar prenome e sexo no registro civil, como possibilidade de direito ao nome, ao reconhecimento da personalidade jur\u00eddica, \u00e0 liberdade pessoal, \u00e0 honra e \u00e0 dignidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Tribunal de Justi\u00e7a do Estado de Paran\u00e1<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Decis\u00e3o da 18\u00aa C\u00e2mara C\u00edvel do Tribunal de Justi\u00e7a do Estado do Paran\u00e1 (TJPR) autorizou um adolescente curitibano transg\u00eanero de 17 anos a retificar seu registro civil alterando o prenome e g\u00eanero. Apesar de n\u00e3o ser maior de idade, como seus pais apoiaram a decis\u00e3o, os desembargadores foram un\u00e2nimes em conceder o direito \u00e0 mudan\u00e7a. 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O voto foi baseado na jurisprud\u00eancia do pr\u00f3prio TJPR, que concedeu a altera\u00e7\u00e3o de g\u00eanero e de prenome no registro civil como direito fundamental e sufici\u00eancia de manifesta\u00e7\u00e3o da vontade em decis\u00e3o anterior da pr\u00f3pria 18\u00aa C\u00e2mara C\u00edvel e da 17\u00aa C\u00e2mara C\u00edvel. Na mesma linha do determinado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na a\u00e7\u00e3o 0005730-88.2009.1.00.0000, que entende ser um direito constitucional e registral da pessoa transg\u00eanero alterar prenome e sexo no registro civil, como possibilidade de direito ao nome, ao reconhecimento da personalidade jur\u00eddica, \u00e0 liberdade pessoal, \u00e0 honra e \u00e0 dignidade. 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