{"id":3724,"date":"2023-11-30T16:23:21","date_gmt":"2023-11-30T19:23:21","guid":{"rendered":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/?p=3724"},"modified":"2024-10-04T16:27:07","modified_gmt":"2024-10-04T19:27:07","slug":"energia-da-residencia-de-paciente-que-recebe-tratamento-em-casa-deve-ser-mantida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/?p=3724","title":{"rendered":"Energia da resid\u00eancia de paciente que recebe tratamento em casa deve ser mantida"},"content":{"rendered":"<p>O desembargador F\u00e1bio Ferrario, do Tribunal de Justi\u00e7a de Alagoas (TJAL), manteve a liminar que obriga a companhia de energia a n\u00e3o suspender o fornecimento para a resid\u00eancia de uma mulher de 45 anos que realiza tratamento m\u00e9dico em casa. A empresa tamb\u00e9m n\u00e3o poder\u00e1 inscrever a paciente em cadastro de inadimplentes em raz\u00e3o de d\u00edvidas na conta de energia decorrentes do servi\u00e7o de home care, que come\u00e7ou em novembro de 2021.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O incremento ocorrido no valor da conta de energia, decorrente da instala\u00e7\u00e3o dos equipamentos m\u00e9dicos na casa da mulher, dever\u00e1 ser custeado pelo Estado de Alagoas enquanto durar o tratamento. A empresa s\u00f3 deve cobrar da paciente valor baseado no consumo m\u00e9dio anterior ao in\u00edcio do home care.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A liminar havia sido concedida pela 18\u00aa Vara C\u00edvel da Capital. Inconformada, a companhia ingressou com agravo de instrumento no TJAL. Sustentou que a obriga\u00e7\u00e3o imposta constitui \u00f4nus ileg\u00edtimo \u00e0 empresa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Afirma ainda que a paciente se enquadra como &#8220;cliente de uso especial da rede&#8221;, possuindo direito a um cadastro espec\u00edfico para a unidade consumidora (UC). No entanto, tal benef\u00edcio n\u00e3o isentaria a mulher do adimplemento regular das faturas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O pedido para suspender a liminar foi negado. De acordo com o desembargador F\u00e1bio Ferrario, inexistem d\u00favidas da imprescindibilidade do uso cont\u00ednuo dos aparelhos hospitalares. &#8220;O desligamento dos equipamentos pode acarretar, prematuramente, o agravamento do quadro cl\u00ednico, afetando diretamente a sa\u00fade da paciente&#8221;.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Segundo Ferrario, a postura mais adequada e justa a ser adotada, ao menos nesse momento processual, \u00e9 manter a impossibilidade de suspens\u00e3o do servi\u00e7o p\u00fablico essencial, &#8220;considerando a imprescindibilidade da energia el\u00e9trica ao funcionamento dos aparelhos&#8221;.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para o desembargador, o direito \u00e0 sa\u00fade e \u00e0 vida deve ser privilegiado em detrimento de valores financeiros. &#8220;Interromper o fornecimento de energia el\u00e9trica, tal como pretendido, foge a qualquer l\u00f3gica jur\u00eddica e ao pr\u00f3prio bom senso das rela\u00e7\u00f5es humanas&#8221;.<\/p>\n<p>Processo: 0805151-77.2023.8.02.0000<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: TJAL<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>#direitocivil #tratamentodesa\u00fade #residencial #energiael\u00e9trica #servi\u00e7op\u00fablicoessencial<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O desembargador F\u00e1bio Ferrario, do Tribunal de Justi\u00e7a de Alagoas (TJAL), manteve a liminar que obriga a companhia de energia a n\u00e3o suspender o fornecimento para a resid\u00eancia de uma mulher de 45 anos que realiza tratamento m\u00e9dico em casa. A empresa tamb\u00e9m n\u00e3o poder\u00e1 inscrever a paciente em cadastro de inadimplentes em raz\u00e3o de d\u00edvidas na conta de energia decorrentes do servi\u00e7o de home care, que come\u00e7ou em novembro de 2021. &nbsp; O incremento ocorrido no valor da conta de energia, decorrente da instala\u00e7\u00e3o dos equipamentos m\u00e9dicos na casa da mulher, dever\u00e1 ser custeado pelo Estado de Alagoas enquanto durar o tratamento. A empresa s\u00f3 deve cobrar da paciente valor baseado no consumo m\u00e9dio anterior ao in\u00edcio do home care. &nbsp; A liminar havia sido concedida pela 18\u00aa Vara C\u00edvel da Capital. Inconformada, a companhia ingressou com agravo de instrumento no TJAL. Sustentou que a obriga\u00e7\u00e3o imposta constitui \u00f4nus ileg\u00edtimo \u00e0 empresa. &nbsp; Afirma ainda que a paciente se enquadra como &#8220;cliente de uso especial da rede&#8221;, possuindo direito a um cadastro espec\u00edfico para a unidade consumidora (UC). No entanto, tal benef\u00edcio n\u00e3o isentaria a mulher do adimplemento regular das faturas. &nbsp; O pedido para suspender a liminar foi negado. De acordo com o desembargador F\u00e1bio Ferrario, inexistem d\u00favidas da imprescindibilidade do uso cont\u00ednuo dos aparelhos hospitalares. &#8220;O desligamento dos equipamentos pode acarretar, prematuramente, o agravamento do quadro cl\u00ednico, afetando diretamente a sa\u00fade da paciente&#8221;. &nbsp; Segundo Ferrario, a postura mais adequada e justa a ser adotada, ao menos nesse momento processual, \u00e9 manter a impossibilidade de suspens\u00e3o do servi\u00e7o p\u00fablico essencial, &#8220;considerando a imprescindibilidade da energia el\u00e9trica ao funcionamento dos aparelhos&#8221;. &nbsp; Para o desembargador, o direito \u00e0 sa\u00fade e \u00e0 vida deve ser privilegiado em detrimento de valores financeiros. &#8220;Interromper o fornecimento de energia el\u00e9trica, tal como pretendido, foge a qualquer l\u00f3gica jur\u00eddica e ao pr\u00f3prio bom senso das rela\u00e7\u00f5es humanas&#8221;. Processo: 0805151-77.2023.8.02.0000 &nbsp; Fonte: TJAL &nbsp; #direitocivil #tratamentodesa\u00fade #residencial #energiael\u00e9trica #servi\u00e7op\u00fablicoessencial<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"set","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-3724","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3724","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=3724"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3724\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3725,"href":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3724\/revisions\/3725"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=3724"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=3724"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=3724"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}