{"id":3773,"date":"2023-11-01T17:17:35","date_gmt":"2023-11-01T20:17:35","guid":{"rendered":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/?p=3773"},"modified":"2024-10-04T17:18:27","modified_gmt":"2024-10-04T20:18:27","slug":"trt18-negada-analise-de-pedidos-de-trabalhador-que-aderiu-acordo-extrajudicial-homologado-anteriormente-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/?p=3773","title":{"rendered":"TRT18 &#8211; Negada an\u00e1lise de pedidos de trabalhador que aderiu acordo extrajudicial homologado anteriormente"},"content":{"rendered":"<p>A Primeira Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 18\u00aa Regi\u00e3o (GO) manteve acordo firmado entre uma empresa e um sindicato da categoria profissional em rela\u00e7\u00e3o a um empregado que aderiu \u00e0 aven\u00e7a. Segundo o colegiado, foi demonstrada a ades\u00e3o expressa do trabalhador ao acordo feito pelo sindicato da categoria, que quitou as verbas trabalhistas origin\u00e1rias das rela\u00e7\u00f5es empregat\u00edcias dos substitu\u00eddos, levando ao reconhecimento da coisa julgada. A Turma acompanhou o voto do relator, desembargador Gentil Pio de Oliveira, para manter a senten\u00e7a que extinguiu a a\u00e7\u00e3o trabalhista sem analisar o m\u00e9rito.<\/p>\n<p>O trabalhador recorreu ao tribunal ap\u00f3s a extin\u00e7\u00e3o do processo sem a an\u00e1lise do m\u00e9rito pela 14\u00aa Vara do Trabalho de Goi\u00e2nia. Com essa senten\u00e7a, os pedidos de ressarcimento de diversas verbas trabalhistas feitas pelo empregado n\u00e3o foram analisados. No recurso, o empregado alegou desconhecer o acordo extrajudicial realizado pelo sindicato de sua categoria profissional e a empresa, homologado pela Justi\u00e7a do Trabalho. Afirmou n\u00e3o ter autorizado sua inclus\u00e3o no rol de substitu\u00eddos. Pediu a anula\u00e7\u00e3o da senten\u00e7a e o retorno do processo \u00e0 14\u00aa Vara do Trabalho de Goi\u00e2nia para o regular prosseguimento do feito.<\/p>\n<p>O relator observou que o trabalhador prop\u00f4s a a\u00e7\u00e3o trabalhista em outubro de 2022, pleiteando o recebimento de diversas verbas rescis\u00f3rias. Entretanto, ao analisar o Termo de Rescis\u00e3o de Contrato de Trabalho (TRCT) apresentado nos autos, o desembargador mencionou a ressalva constante no documento. Essa observa\u00e7\u00e3o informa \u00e0s partes que &#8220;devido ao acordo extrajudicial aceito pelo trabalhador a ser homologado pela Justi\u00e7a do Trabalho, n\u00e3o houve o pagamento das verbas rescis\u00f3rias. A homologa\u00e7\u00e3o do termo de rescis\u00e3o serve apenas para efeitos de levantamento do FGTS e Seguro Desemprego&#8221;.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Gentil Pio explicou que, apesar do funcion\u00e1rio alegar desconhecimento da aven\u00e7a, a ressalva aposta no TRCT equivaleria ao termo de ades\u00e3o individual ao acordo homologado judicialmente, visto que o documento foi assinado pelo trabalhador. O desembargador pontuou ainda que o nome do empregado estava discriminado na lista de substitu\u00eddos apresentada pelo sindicato na a\u00e7\u00e3o que homologou o acordo, al\u00e9m de haver outorga de procura\u00e7\u00e3o pelo trabalhador ao advogado que assinou o referido acordo extrajudicial formalizado pelo sindicato, conferindo-lhe poderes especiais para transigir, dar recibo e quita\u00e7\u00e3o e firmar acordos.<\/p>\n<p>O desembargador disse que a CLT prev\u00ea a irrecorribilidade do acordo homologado no processo do trabalho, sendo que o termo homologado faz coisa julgada e somente pode ser impugnado por meio de a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria. O relator citou a S\u00famula 259 do TST, e a jurisprud\u00eancia do TST e do TRT-18 no mesmo sentido.<\/p>\n<p>&#8220;Ora, os pedidos formulados nesta reclamat\u00f3ria referem-se ao extinto contrato de trabalho, ao qual o reclamante deu ampla quita\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s do acordo judicial&#8221;, considerou o relator. Para ele, estava configurada a coisa julgada e a senten\u00e7a questionada no recurso deveria ser mantida. Ao final, o desembargador negou provimento ao recurso.<\/p>\n<p>Processo: 0011194-90.2022.5.18.0004<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: Tribunal Regional do Trabalho da 18\u00aa Regi\u00e3o<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>#direitotrabalhista #trabalhador #pedidosnegados #ades\u00e3o #acordoextrajudicial<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Primeira Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 18\u00aa Regi\u00e3o (GO) manteve acordo firmado entre uma empresa e um sindicato da categoria profissional em rela\u00e7\u00e3o a um empregado que aderiu \u00e0 aven\u00e7a. Segundo o colegiado, foi demonstrada a ades\u00e3o expressa do trabalhador ao acordo feito pelo sindicato da categoria, que quitou as verbas trabalhistas origin\u00e1rias das rela\u00e7\u00f5es empregat\u00edcias dos substitu\u00eddos, levando ao reconhecimento da coisa julgada. A Turma acompanhou o voto do relator, desembargador Gentil Pio de Oliveira, para manter a senten\u00e7a que extinguiu a a\u00e7\u00e3o trabalhista sem analisar o m\u00e9rito. O trabalhador recorreu ao tribunal ap\u00f3s a extin\u00e7\u00e3o do processo sem a an\u00e1lise do m\u00e9rito pela 14\u00aa Vara do Trabalho de Goi\u00e2nia. Com essa senten\u00e7a, os pedidos de ressarcimento de diversas verbas trabalhistas feitas pelo empregado n\u00e3o foram analisados. No recurso, o empregado alegou desconhecer o acordo extrajudicial realizado pelo sindicato de sua categoria profissional e a empresa, homologado pela Justi\u00e7a do Trabalho. Afirmou n\u00e3o ter autorizado sua inclus\u00e3o no rol de substitu\u00eddos. Pediu a anula\u00e7\u00e3o da senten\u00e7a e o retorno do processo \u00e0 14\u00aa Vara do Trabalho de Goi\u00e2nia para o regular prosseguimento do feito. O relator observou que o trabalhador prop\u00f4s a a\u00e7\u00e3o trabalhista em outubro de 2022, pleiteando o recebimento de diversas verbas rescis\u00f3rias. Entretanto, ao analisar o Termo de Rescis\u00e3o de Contrato de Trabalho (TRCT) apresentado nos autos, o desembargador mencionou a ressalva constante no documento. Essa observa\u00e7\u00e3o informa \u00e0s partes que &#8220;devido ao acordo extrajudicial aceito pelo trabalhador a ser homologado pela Justi\u00e7a do Trabalho, n\u00e3o houve o pagamento das verbas rescis\u00f3rias. A homologa\u00e7\u00e3o do termo de rescis\u00e3o serve apenas para efeitos de levantamento do FGTS e Seguro Desemprego&#8221;. &nbsp; Gentil Pio explicou que, apesar do funcion\u00e1rio alegar desconhecimento da aven\u00e7a, a ressalva aposta no TRCT equivaleria ao termo de ades\u00e3o individual ao acordo homologado judicialmente, visto que o documento foi assinado pelo trabalhador. O desembargador pontuou ainda que o nome do empregado estava discriminado na lista de substitu\u00eddos apresentada pelo sindicato na a\u00e7\u00e3o que homologou o acordo, al\u00e9m de haver outorga de procura\u00e7\u00e3o pelo trabalhador ao advogado que assinou o referido acordo extrajudicial formalizado pelo sindicato, conferindo-lhe poderes especiais para transigir, dar recibo e quita\u00e7\u00e3o e firmar acordos. O desembargador disse que a CLT prev\u00ea a irrecorribilidade do acordo homologado no processo do trabalho, sendo que o termo homologado faz coisa julgada e somente pode ser impugnado por meio de a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria. O relator citou a S\u00famula 259 do TST, e a jurisprud\u00eancia do TST e do TRT-18 no mesmo sentido. &#8220;Ora, os pedidos formulados nesta reclamat\u00f3ria referem-se ao extinto contrato de trabalho, ao qual o reclamante deu ampla quita\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s do acordo judicial&#8221;, considerou o relator. 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Processo: 0011194-90.2022.5.18.0004 &nbsp; Fonte: Tribunal Regional do Trabalho da 18\u00aa Regi\u00e3o &nbsp; #direitotrabalhista #trabalhador #pedidosnegados #ades\u00e3o #acordoextrajudicial<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"set","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-3773","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3773","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=3773"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3773\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3774,"href":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3773\/revisions\/3774"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=3773"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=3773"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=3773"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}