{"id":3844,"date":"2023-10-09T14:50:38","date_gmt":"2023-10-09T17:50:38","guid":{"rendered":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/?p=3844"},"modified":"2024-10-08T14:52:23","modified_gmt":"2024-10-08T17:52:23","slug":"trt4-motorista-assaltado-carregando-valores-da-empresa-deve-ser-indenizado-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/?p=3844","title":{"rendered":"TRT4 &#8211; Motorista assaltado carregando valores da empresa deve ser indenizado"},"content":{"rendered":"<p>A 5\u00aa Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 4\u00aa regi\u00e3o (RS) condenou uma empresa, que atua na fabrica\u00e7\u00e3o e venda de artigos em metal e vidro, a pagar indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais a seu motorista que foi assaltado transportando malotes com valores. A decis\u00e3o reformou a senten\u00e7a do ju\u00edzo da 16\u00aa Vara do Trabalho de Porto Alegre.<\/p>\n<p>Segundo informa\u00e7\u00f5es do processo, o assalto ocorreu enquanto o trabalhador fazia entregas e recolhia valores referentes \u00e0 venda das mercadorias. Dentre os objetos levados pelos assaltantes, estavam os malotes com os valores das cobran\u00e7as.<\/p>\n<p>A senten\u00e7a do primeiro grau julgou que n\u00e3o caberia indeniza\u00e7\u00e3o ao trabalhador porque &#8220;n\u00e3o h\u00e1 risco intr\u00ednseco na atividade desenvolvida pela reclamada&#8221;. Para o juiz, o assalto se deu em fun\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00e3o de terceiros, n\u00e3o implicando responsabilidade ao empregador e nem permitindo a\u00e7\u00f5es para minimizar os riscos.<\/p>\n<p>O autor recorreu da decis\u00e3o ao TRT-4. O relator do ac\u00f3rd\u00e3o, desembargador Marcos Fagundes Salom\u00e3o, entendeu que foi demonstrado o abalo emocional, em raz\u00e3o do risco da atividade desempenhada pelo trabalhador, e condenou a empresa ao pagamento da indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais. &#8220;Por certo, o risco ao qual foi exposto por transportar valores da empresa \u00e9 diferenciado em rela\u00e7\u00e3o aos demais empregados da reclamada, que n\u00e3o desempenhavam esta atividade&#8221;, destacou o magistrado.<\/p>\n<p>Nos fundamentos da decis\u00e3o, o desembargador tamb\u00e9m adotou, por analogia, a S\u00famula 78 do TRT-4, que trata da indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais nos casos de transporte de valores por trabalhadores banc\u00e1rios. O enunciado da s\u00famula prev\u00ea que &#8220;o trabalhador banc\u00e1rio que fa\u00e7a o transporte de valores sem se enquadrar na hip\u00f3tese de que trata o art. 3\u00ba, II, da Lei n.o 7.102\/83, sofre abalo psicol\u00f3gico decorrente da atividade de risco e faz jus \u00e0 indeniza\u00e7\u00e3o por dano moral&#8221;.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O motorista tamb\u00e9m teria sido v\u00edtima de um segundo assalto, durante um &#8220;arrast\u00e3o&#8221; na ponte do Gua\u00edba. Nesse caso, contudo, o relator avaliou que n\u00e3o caberia indeniza\u00e7\u00e3o, pois o trabalhador n\u00e3o teria sido alvo do crime em raz\u00e3o de sua condi\u00e7\u00e3o de potencial transportador de valores, como ocorreu no primeiro assalto.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O valor da indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais foi arbitrada em R$ 3 mil. Al\u00e9m do relator, tamb\u00e9m participaram do julgamento o desembargador Cl\u00e1udio Ant\u00f4nio Cassou Barbosa e a desembargadora Rejane Souza Pedra. As partes n\u00e3o apresentaram recurso contra a decis\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: Tribunal Regional do Trabalho da 4\u00aa Regi\u00e3o<\/p>\n<p>#direitotrabalhista #trabalhadortransportador #indeniza\u00e7\u00e3o #assalto #sumula78TRT4<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A 5\u00aa Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 4\u00aa regi\u00e3o (RS) condenou uma empresa, que atua na fabrica\u00e7\u00e3o e venda de artigos em metal e vidro, a pagar indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais a seu motorista que foi assaltado transportando malotes com valores. A decis\u00e3o reformou a senten\u00e7a do ju\u00edzo da 16\u00aa Vara do Trabalho de Porto Alegre. Segundo informa\u00e7\u00f5es do processo, o assalto ocorreu enquanto o trabalhador fazia entregas e recolhia valores referentes \u00e0 venda das mercadorias. Dentre os objetos levados pelos assaltantes, estavam os malotes com os valores das cobran\u00e7as. A senten\u00e7a do primeiro grau julgou que n\u00e3o caberia indeniza\u00e7\u00e3o ao trabalhador porque &#8220;n\u00e3o h\u00e1 risco intr\u00ednseco na atividade desenvolvida pela reclamada&#8221;. Para o juiz, o assalto se deu em fun\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00e3o de terceiros, n\u00e3o implicando responsabilidade ao empregador e nem permitindo a\u00e7\u00f5es para minimizar os riscos. O autor recorreu da decis\u00e3o ao TRT-4. O relator do ac\u00f3rd\u00e3o, desembargador Marcos Fagundes Salom\u00e3o, entendeu que foi demonstrado o abalo emocional, em raz\u00e3o do risco da atividade desempenhada pelo trabalhador, e condenou a empresa ao pagamento da indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais. &#8220;Por certo, o risco ao qual foi exposto por transportar valores da empresa \u00e9 diferenciado em rela\u00e7\u00e3o aos demais empregados da reclamada, que n\u00e3o desempenhavam esta atividade&#8221;, destacou o magistrado. Nos fundamentos da decis\u00e3o, o desembargador tamb\u00e9m adotou, por analogia, a S\u00famula 78 do TRT-4, que trata da indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais nos casos de transporte de valores por trabalhadores banc\u00e1rios. O enunciado da s\u00famula prev\u00ea que &#8220;o trabalhador banc\u00e1rio que fa\u00e7a o transporte de valores sem se enquadrar na hip\u00f3tese de que trata o art. 3\u00ba, II, da Lei n.o 7.102\/83, sofre abalo psicol\u00f3gico decorrente da atividade de risco e faz jus \u00e0 indeniza\u00e7\u00e3o por dano moral&#8221;. &nbsp; O motorista tamb\u00e9m teria sido v\u00edtima de um segundo assalto, durante um &#8220;arrast\u00e3o&#8221; na ponte do Gua\u00edba. Nesse caso, contudo, o relator avaliou que n\u00e3o caberia indeniza\u00e7\u00e3o, pois o trabalhador n\u00e3o teria sido alvo do crime em raz\u00e3o de sua condi\u00e7\u00e3o de potencial transportador de valores, como ocorreu no primeiro assalto. &nbsp; O valor da indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais foi arbitrada em R$ 3 mil. Al\u00e9m do relator, tamb\u00e9m participaram do julgamento o desembargador Cl\u00e1udio Ant\u00f4nio Cassou Barbosa e a desembargadora Rejane Souza Pedra. As partes n\u00e3o apresentaram recurso contra a decis\u00e3o. &nbsp; Fonte: Tribunal Regional do Trabalho da 4\u00aa Regi\u00e3o #direitotrabalhista #trabalhadortransportador #indeniza\u00e7\u00e3o #assalto #sumula78TRT4<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"set","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-3844","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3844","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=3844"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3844\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3845,"href":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3844\/revisions\/3845"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=3844"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=3844"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=3844"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}