{"id":3943,"date":"2023-09-11T16:29:31","date_gmt":"2023-09-11T19:29:31","guid":{"rendered":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/?p=3943"},"modified":"2024-10-08T16:31:52","modified_gmt":"2024-10-08T19:31:52","slug":"trt1-9a-turma-mantem-decisao-que-nao-homologou-acordo-considerado-lesivo-ao-trabalhador-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/?p=3943","title":{"rendered":"TRT1 &#8211; 9\u00aa Turma mant\u00e9m decis\u00e3o que n\u00e3o homologou acordo considerado lesivo ao trabalhador"},"content":{"rendered":"<p>A 9\u00aa Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 1\u00aa Regi\u00e3o (RJ) manteve decis\u00e3o de primeiro grau que negou a homologa\u00e7\u00e3o de um acordo entre uma concession\u00e1ria de transporte urbano e um ex-empregado. O relator, desembargador C\u00e9lio Jua\u00e7aba Cavalcante, seguiu o entendimento do ju\u00edzo de origem de que a proposta de acordo apresentada n\u00e3o se tratava de uma transa\u00e7\u00e3o, mas sim da ren\u00fancia de direitos pelo trabalhador, uma vez que o ex-empregado iria somente receber o que j\u00e1 era incontroversamente devido, renunciando ao seu direito constitucional de, posteriormente, propor a\u00e7\u00e3o para reivindicar outros direitos n\u00e3o abrangidos pelo acordo. O colegiado acompanhou o voto por unanimidade.<\/p>\n<p>No caso em tela, um ex-empregado e a empresa Via\u00e7\u00e3o Novacap S\/A, apresentaram peti\u00e7\u00e3o conjunta postulando a homologa\u00e7\u00e3o de acordo. A empregadora ofertou quita\u00e7\u00e3o geral e irrestrita das parcelas decorrentes da rescis\u00e3o contratual, sem a possibilidade de que o trabalhador proponha a\u00e7\u00e3o trabalhista para discutir eventuais verbas n\u00e3o abrangidas pelo acordo.<\/p>\n<p>No primeiro grau, a ju\u00edza Maira Automare, em exerc\u00edcio na 30\u00aa Vara do Trabalho do Rio de Janeiro, n\u00e3o homologou o acordo apresentado e julgou extinto o feito sem resolu\u00e7\u00e3o do m\u00e9rito, na forma do artigo 485, VI do CPC. A magistrada observou que a Reforma Trabalhista introduziu \u00e0 CLT os artigos 855-B e outros que regulamentam a transa\u00e7\u00e3o extrajudicial. No entanto, ela ponderou que a an\u00e1lise do termo das partes deve considerar n\u00e3o s\u00f3 os requisitos gerais de qualquer neg\u00f3cio jur\u00eddico como tamb\u00e9m seu conte\u00fado.<\/p>\n<p>&#8220;O conceito de transa\u00e7\u00e3o envolve concess\u00f5es rec\u00edprocas acerca de rela\u00e7\u00f5es obrigacionais controvertidas. Ora, nada h\u00e1 de controvertido nas verbas descritas no termo; pretende-se pagar ao obreiro o que lhe \u00e9 devido. N\u00e3o cabe ao Judici\u00e1rio ratificar proposta que visa lesar direitos trabalhistas incontroversos. Tamb\u00e9m n\u00e3o cabe atuar como \u00f3rg\u00e3o homologador de rescis\u00e3o&#8221;, assinalou a ju\u00edza em sua senten\u00e7a.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A decis\u00e3o do primeiro grau levou tanto o empregado quanto a empregadora a interporem recurso ordin\u00e1rio, em defesa da homologa\u00e7\u00e3o do acordo. Na segunda inst\u00e2ncia, o relator, desembargador C\u00e9lio Jua\u00e7aba Cavalcante, acompanhou o entendimento do ju\u00edzo de origem. De acordo com ele, a inova\u00e7\u00e3o na CLT aponta que o legislador prestigiou a autocomposi\u00e7\u00e3o e lhe conferiu chancela judicial. No entanto, permanece o dever do magistrado de zelar pela ordem p\u00fablica e analisar se efetivamente houve autocomposi\u00e7\u00e3o ou se trata de mera ren\u00fancia de direitos do trabalhador.<\/p>\n<p>&#8220;Aferindo o magistrado que a proposta revela ren\u00fancia a direitos e n\u00e3o transa\u00e7\u00e3o, n\u00e3o havendo qualquer benef\u00edcio ao trabalhador, mas t\u00e3o somente receber o que j\u00e1 lhe \u00e9 incontroversamente devido e em parcelas e com cl\u00e1usula de quita\u00e7\u00e3o geral &#8211; o que implica ren\u00fancia ao direito constitucional de acesso ao judici\u00e1rio de propor a\u00e7\u00e3o para reivindicar outros direitos n\u00e3o constantes da proposta de acordo -, tem-se por correta a decis\u00e3o que fundamentadamente recusou a homologa\u00e7\u00e3o do pacto por n\u00e3o se revestir do genu\u00edno car\u00e1ter de transa\u00e7\u00e3o&#8221;, concluiu o desembargador, negando provimento ao recurso. Os integrantes da 9\u00aa Turma do TRT-1 acompanharam o voto por unanimidade.<\/p>\n<p>Nas decis\u00f5es proferidas pela Justi\u00e7a do Trabalho, s\u00e3o admiss\u00edveis os recursos enumerados no art. 893 da CLT.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: Tribunal Regional do Trabalho da 1\u00aa Regi\u00e3o<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>#direitotrabalhista #acordoextrajudicial #lesivoaotrabalhador #ren\u00fanciaadireitos #n\u00e3ohomologa\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A 9\u00aa Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 1\u00aa Regi\u00e3o (RJ) manteve decis\u00e3o de primeiro grau que negou a homologa\u00e7\u00e3o de um acordo entre uma concession\u00e1ria de transporte urbano e um ex-empregado. O relator, desembargador C\u00e9lio Jua\u00e7aba Cavalcante, seguiu o entendimento do ju\u00edzo de origem de que a proposta de acordo apresentada n\u00e3o se tratava de uma transa\u00e7\u00e3o, mas sim da ren\u00fancia de direitos pelo trabalhador, uma vez que o ex-empregado iria somente receber o que j\u00e1 era incontroversamente devido, renunciando ao seu direito constitucional de, posteriormente, propor a\u00e7\u00e3o para reivindicar outros direitos n\u00e3o abrangidos pelo acordo. O colegiado acompanhou o voto por unanimidade. No caso em tela, um ex-empregado e a empresa Via\u00e7\u00e3o Novacap S\/A, apresentaram peti\u00e7\u00e3o conjunta postulando a homologa\u00e7\u00e3o de acordo. A empregadora ofertou quita\u00e7\u00e3o geral e irrestrita das parcelas decorrentes da rescis\u00e3o contratual, sem a possibilidade de que o trabalhador proponha a\u00e7\u00e3o trabalhista para discutir eventuais verbas n\u00e3o abrangidas pelo acordo. No primeiro grau, a ju\u00edza Maira Automare, em exerc\u00edcio na 30\u00aa Vara do Trabalho do Rio de Janeiro, n\u00e3o homologou o acordo apresentado e julgou extinto o feito sem resolu\u00e7\u00e3o do m\u00e9rito, na forma do artigo 485, VI do CPC. A magistrada observou que a Reforma Trabalhista introduziu \u00e0 CLT os artigos 855-B e outros que regulamentam a transa\u00e7\u00e3o extrajudicial. No entanto, ela ponderou que a an\u00e1lise do termo das partes deve considerar n\u00e3o s\u00f3 os requisitos gerais de qualquer neg\u00f3cio jur\u00eddico como tamb\u00e9m seu conte\u00fado. &#8220;O conceito de transa\u00e7\u00e3o envolve concess\u00f5es rec\u00edprocas acerca de rela\u00e7\u00f5es obrigacionais controvertidas. Ora, nada h\u00e1 de controvertido nas verbas descritas no termo; pretende-se pagar ao obreiro o que lhe \u00e9 devido. N\u00e3o cabe ao Judici\u00e1rio ratificar proposta que visa lesar direitos trabalhistas incontroversos. 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Os integrantes da 9\u00aa Turma do TRT-1 acompanharam o voto por unanimidade. Nas decis\u00f5es proferidas pela Justi\u00e7a do Trabalho, s\u00e3o admiss\u00edveis os recursos enumerados no art. 893 da CLT. &nbsp; Fonte: Tribunal Regional do Trabalho da 1\u00aa Regi\u00e3o &nbsp; #direitotrabalhista #acordoextrajudicial #lesivoaotrabalhador #ren\u00fanciaadireitos #n\u00e3ohomologa\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"set","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-3943","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3943","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=3943"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3943\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3944,"href":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3943\/revisions\/3944"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=3943"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=3943"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=3943"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}