{"id":4049,"date":"2023-07-20T18:11:21","date_gmt":"2023-07-20T21:11:21","guid":{"rendered":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/?p=4049"},"modified":"2024-10-08T18:12:13","modified_gmt":"2024-10-08T21:12:13","slug":"stf-supremo-vai-decidir-se-filhos-adotivos-nascidos-no-exterior-se-equiparam-a-brasileiros-natos-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/?p=4049","title":{"rendered":"STF &#8211; Supremo vai decidir se filhos adotivos nascidos no exterior se equiparam a brasileiros natos"},"content":{"rendered":"<p>A Constitui\u00e7\u00e3o assegura aos filhos naturais de brasileiros a op\u00e7\u00e3o pela nacionalidade ao atingirem a maioridade, mas n\u00e3o h\u00e1 previs\u00e3o expressa em rela\u00e7\u00e3o aos adotados.<\/p>\n<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) vai decidir se filhos adotivos nascidos no exterior t\u00eam direito a optar pela nacionalidade brasileira ao completarem 18 anos, como \u00e9 assegurado aos filhos naturais de brasileiros. A discuss\u00e3o \u00e9 objeto do Recurso Extraordin\u00e1rio (RE) 1163774, que teve repercuss\u00e3o geral reconhecida no Plen\u00e1rio Virtual (Tema 1253).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Negativa de registro<\/p>\n<p>O recurso foi apresentado contra decis\u00e3o do Tribunal Regional Federal da 1\u00aa Regi\u00e3o (TRF-1) que negou a filhas adotivas de uma brasileira, nascidas nos Estados Unidos, a transcri\u00e7\u00e3o em cart\u00f3rio de Belo Horizonte (MG) do termo de nascimento, com op\u00e7\u00e3o provis\u00f3ria de nacionalidade, a ser ratificada ap\u00f3s a maioridade. De acordo com a senten\u00e7a, n\u00e3o h\u00e1 previs\u00e3o constitucional espec\u00edfica nesse sentido, e, portanto, a nacionalidade s\u00f3 poderia ser adquirida por naturaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Discrimina\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>No recurso ao STF, elas alegam que a ado\u00e7\u00e3o estabelece v\u00ednculo de filia\u00e7\u00e3o e que a Constitui\u00e7\u00e3o Federal veda qualquer discrimina\u00e7\u00e3o entre filhos, independentemente de sua origem (natural ou civil). Argumentam, ainda, que o C\u00f3digo Civil e o Estatuto da Crian\u00e7a e do Adolescente equiparam filhos adotivos e biol\u00f3gicos, tanto para fins civis quanto sucess\u00f3rios.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Prioridade<\/p>\n<p>Em manifesta\u00e7\u00e3o pela repercuss\u00e3o geral, acompanhada por unanimidade, a ministra C\u00e1rmen L\u00facia (relatora) verificou a necessidade de interpretar o alcance das normas constitucionais que preveem a absoluta prioridade aos direitos da crian\u00e7a e adolescente, biol\u00f3gicos ou adotados. Constatou, tamb\u00e9m, que o caso tem elevado interesse coletivo nas pol\u00edticas relativas \u00e0 ado\u00e7\u00e3o e no tratamento igualit\u00e1rio entre filhos naturais e adotivos. Segundo a relatora, a veda\u00e7\u00e3o \u00e0 nacionalidade origin\u00e1ria restringir\u00e1 o acesso a cargos destinados a brasileiros natos.<\/p>\n<p>Processo relacionado: RE 1163774<\/p>\n<p>Fonte: Supremo Tribunal Federal<\/p>\n<p>#processo #Constitui\u00e7\u00e3oFederal #filhosdebrasileiros #adotados #nascidosnoexterior #brasileirosnatos #negativaderegistro #discrimina\u00e7\u00e3o #TRF1 #STF#TJMS #TJRS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Constitui\u00e7\u00e3o assegura aos filhos naturais de brasileiros a op\u00e7\u00e3o pela nacionalidade ao atingirem a maioridade, mas n\u00e3o h\u00e1 previs\u00e3o expressa em rela\u00e7\u00e3o aos adotados. O Supremo Tribunal Federal (STF) vai decidir se filhos adotivos nascidos no exterior t\u00eam direito a optar pela nacionalidade brasileira ao completarem 18 anos, como \u00e9 assegurado aos filhos naturais de brasileiros. A discuss\u00e3o \u00e9 objeto do Recurso Extraordin\u00e1rio (RE) 1163774, que teve repercuss\u00e3o geral reconhecida no Plen\u00e1rio Virtual (Tema 1253). &nbsp; Negativa de registro O recurso foi apresentado contra decis\u00e3o do Tribunal Regional Federal da 1\u00aa Regi\u00e3o (TRF-1) que negou a filhas adotivas de uma brasileira, nascidas nos Estados Unidos, a transcri\u00e7\u00e3o em cart\u00f3rio de Belo Horizonte (MG) do termo de nascimento, com op\u00e7\u00e3o provis\u00f3ria de nacionalidade, a ser ratificada ap\u00f3s a maioridade. De acordo com a senten\u00e7a, n\u00e3o h\u00e1 previs\u00e3o constitucional espec\u00edfica nesse sentido, e, portanto, a nacionalidade s\u00f3 poderia ser adquirida por naturaliza\u00e7\u00e3o. &nbsp; Discrimina\u00e7\u00e3o No recurso ao STF, elas alegam que a ado\u00e7\u00e3o estabelece v\u00ednculo de filia\u00e7\u00e3o e que a Constitui\u00e7\u00e3o Federal veda qualquer discrimina\u00e7\u00e3o entre filhos, independentemente de sua origem (natural ou civil). Argumentam, ainda, que o C\u00f3digo Civil e o Estatuto da Crian\u00e7a e do Adolescente equiparam filhos adotivos e biol\u00f3gicos, tanto para fins civis quanto sucess\u00f3rios. &nbsp; Prioridade Em manifesta\u00e7\u00e3o pela repercuss\u00e3o geral, acompanhada por unanimidade, a ministra C\u00e1rmen L\u00facia (relatora) verificou a necessidade de interpretar o alcance das normas constitucionais que preveem a absoluta prioridade aos direitos da crian\u00e7a e adolescente, biol\u00f3gicos ou adotados. Constatou, tamb\u00e9m, que o caso tem elevado interesse coletivo nas pol\u00edticas relativas \u00e0 ado\u00e7\u00e3o e no tratamento igualit\u00e1rio entre filhos naturais e adotivos. Segundo a relatora, a veda\u00e7\u00e3o \u00e0 nacionalidade origin\u00e1ria restringir\u00e1 o acesso a cargos destinados a brasileiros natos. 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