{"id":4169,"date":"2018-08-25T18:19:07","date_gmt":"2018-08-25T21:19:07","guid":{"rendered":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/?p=4169"},"modified":"2024-10-09T18:19:41","modified_gmt":"2024-10-09T21:19:41","slug":"prazo-para-usucapiao-pode-ser-completado-no-decorrer-do-processo-judicial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/?p=4169","title":{"rendered":"Prazo para usucapi\u00e3o pode ser completado no decorrer do processo judicial"},"content":{"rendered":"<p>\u00c9 poss\u00edvel o reconhecimento da usucapi\u00e3o de bem im\u00f3vel na hip\u00f3tese em que o requisito temporal exigido pela lei \u00e9 implementado no curso da respectiva a\u00e7\u00e3o judicial, ainda que o r\u00e9u tenha apresentado contesta\u00e7\u00e3o.<br \/>\nEsse foi o entendimento da Terceira Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) ao julgar recurso especial decorrente de a\u00e7\u00e3o cujo autor visava o reconhecimento da usucapi\u00e3o extraordin\u00e1ria de im\u00f3vel sob a alega\u00e7\u00e3o de possuir posse mansa, pac\u00edfica e cont\u00ednua do bem por mais de 17 anos, conforme estabelecido pelo\u00a0artigo 1.238\u00a0do C\u00f3digo Civil de 2002.<br \/>\nO pedido foi julgado improcedente no ju\u00edzo de origem, que entendeu que o caso se enquadra no artigo 550 do C\u00f3digo Civil de 1916 e, em raz\u00e3o disso, o prazo para a usucapi\u00e3o extraordin\u00e1ria \u00e9 de 20 anos. O autor apelou, mas a apela\u00e7\u00e3o n\u00e3o foi provida.<br \/>\nPara o autor, a a\u00e7\u00e3o de usucapi\u00e3o tem natureza declarat\u00f3ria e por isso, ainda que se considerasse o prazo estabelecido no C\u00f3digo Civil de 1916, nada impediria que a propriedade pela usucapi\u00e3o fosse declarada quando o prazo de 20 anos se completasse durante o curso do processo, como ocorreu no caso.<br \/>\nelator do processo, Villas B\u00f4as Cueva, acolheu a alega\u00e7\u00e3o do recorrente e entendeu que \u00e9 poss\u00edvel complementar o prazo da usucapi\u00e3o no curso da demanda judicial, visto que \u201c\u00e9 dever do magistrado levar em considera\u00e7\u00e3o algum fato constitutivo ou extintivo do direito ocorrido ap\u00f3s a propositura da a\u00e7\u00e3o, podendo faz\u00ea-lo independentemente de provoca\u00e7\u00e3o das partes\u201d, conforme o\u00a0artigo 462\u00a0do C\u00f3digo de Processo Civil de 1973.<br \/>\nContesta\u00e7\u00e3o<br \/>\nVillas B\u00f4as Cueva tamb\u00e9m destacou que a cita\u00e7\u00e3o feita ao propriet\u00e1rio do im\u00f3vel n\u00e3o \u00e9 suficiente para interromper o prazo da prescri\u00e7\u00e3o aquisitiva, a n\u00e3o ser na situa\u00e7\u00e3o \u201cem que o propriet\u00e1rio do im\u00f3vel usucapiendo conseguisse reaver a posse\u201d.<br \/>\n\u201cIncumbe ressaltar que a contesta\u00e7\u00e3o apresentada pelo r\u00e9u n\u00e3o impede o transcurso do lapso temporal. Com efeito, a mencionada pe\u00e7a defensiva n\u00e3o tem a capacidade de exprimir a resist\u00eancia do demandado \u00e0 posse exercida pelo autor, mas apenas a sua discord\u00e2ncia com a aquisi\u00e7\u00e3o do im\u00f3vel pela usucapi\u00e3o.<br \/>\nFonte: STJ<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 poss\u00edvel o reconhecimento da usucapi\u00e3o de bem im\u00f3vel na hip\u00f3tese em que o requisito temporal exigido pela lei \u00e9 implementado no curso da respectiva a\u00e7\u00e3o judicial, ainda que o r\u00e9u tenha apresentado contesta\u00e7\u00e3o. Esse foi o entendimento da Terceira Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) ao julgar recurso especial decorrente de a\u00e7\u00e3o cujo autor visava o reconhecimento da usucapi\u00e3o extraordin\u00e1ria de im\u00f3vel sob a alega\u00e7\u00e3o de possuir posse mansa, pac\u00edfica e cont\u00ednua do bem por mais de 17 anos, conforme estabelecido pelo\u00a0artigo 1.238\u00a0do C\u00f3digo Civil de 2002. O pedido foi julgado improcedente no ju\u00edzo de origem, que entendeu que o caso se enquadra no artigo 550 do C\u00f3digo Civil de 1916 e, em raz\u00e3o disso, o prazo para a usucapi\u00e3o extraordin\u00e1ria \u00e9 de 20 anos. O autor apelou, mas a apela\u00e7\u00e3o n\u00e3o foi provida. Para o autor, a a\u00e7\u00e3o de usucapi\u00e3o tem natureza declarat\u00f3ria e por isso, ainda que se considerasse o prazo estabelecido no C\u00f3digo Civil de 1916, nada impediria que a propriedade pela usucapi\u00e3o fosse declarada quando o prazo de 20 anos se completasse durante o curso do processo, como ocorreu no caso. elator do processo, Villas B\u00f4as Cueva, acolheu a alega\u00e7\u00e3o do recorrente e entendeu que \u00e9 poss\u00edvel complementar o prazo da usucapi\u00e3o no curso da demanda judicial, visto que \u201c\u00e9 dever do magistrado levar em considera\u00e7\u00e3o algum fato constitutivo ou extintivo do direito ocorrido ap\u00f3s a propositura da a\u00e7\u00e3o, podendo faz\u00ea-lo independentemente de provoca\u00e7\u00e3o das partes\u201d, conforme o\u00a0artigo 462\u00a0do C\u00f3digo de Processo Civil de 1973. Contesta\u00e7\u00e3o Villas B\u00f4as Cueva tamb\u00e9m destacou que a cita\u00e7\u00e3o feita ao propriet\u00e1rio do im\u00f3vel n\u00e3o \u00e9 suficiente para interromper o prazo da prescri\u00e7\u00e3o aquisitiva, a n\u00e3o ser na situa\u00e7\u00e3o \u201cem que o propriet\u00e1rio do im\u00f3vel usucapiendo conseguisse reaver a posse\u201d. \u201cIncumbe ressaltar que a contesta\u00e7\u00e3o apresentada pelo r\u00e9u n\u00e3o impede o transcurso do lapso temporal. Com efeito, a mencionada pe\u00e7a defensiva n\u00e3o tem a capacidade de exprimir a resist\u00eancia do demandado \u00e0 posse exercida pelo autor, mas apenas a sua discord\u00e2ncia com a aquisi\u00e7\u00e3o do im\u00f3vel pela usucapi\u00e3o. Fonte: STJ<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"set","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-4169","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4169","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=4169"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4169\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4170,"href":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4169\/revisions\/4170"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=4169"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=4169"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=4169"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}