{"id":887,"date":"2023-06-26T16:00:37","date_gmt":"2023-06-26T19:00:37","guid":{"rendered":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/?p=887"},"modified":"2023-07-26T13:35:15","modified_gmt":"2023-07-26T16:35:15","slug":"tjmg-construtora-tera-que-indenizar-cliente-por-propaganda-enganosa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/?p=887","title":{"rendered":"TJMG &#8211; Construtora ter\u00e1 que indenizar cliente por propaganda enganosa"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-1096\" src=\"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/PUBLICACAO-27-300x300.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/PUBLICACAO-27-300x300.jpg 300w, https:\/\/marcelcolares.adv.br\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/PUBLICACAO-27-1024x1024.jpg 1024w, https:\/\/marcelcolares.adv.br\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/PUBLICACAO-27-150x150.jpg 150w, https:\/\/marcelcolares.adv.br\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/PUBLICACAO-27-768x768.jpg 768w, https:\/\/marcelcolares.adv.br\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/PUBLICACAO-27.jpg 1080w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">A 13\u00aa C\u00e2mara C\u00edvel do Tribunal de Justi\u00e7a de Minas Gerais (TJMG) modificou senten\u00e7a da Comarca de Uberl\u00e2ndia, no Tri\u00e2ngulo Mineiro, e condenou uma construtora a indenizar uma compradora por ter entregado um im\u00f3vel menor do que o anunciado em material de publicidade. A empresa ter\u00e1 que pagar \u00e0 consumidora a diferen\u00e7a entre a metragem real do im\u00f3vel e a veiculada em propaganda, valor que ser\u00e1 calculado em liquida\u00e7\u00e3o de senten\u00e7a, al\u00e9m de indeniz\u00e1-la em R$ 5 mil por danos morais.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0A assistente administrativa adquiriu um apartamento cujo material publicit\u00e1rio anunciava ter 53 m\u00b2 de \u00e1rea privativa, mas na matr\u00edcula do mesmo constavam apenas 46 m\u00b2. Al\u00e9m disso, segundo a dona, o im\u00f3vel apresentou imprecis\u00f5es t\u00e9cnicas, falhas construtivas e defeitos de acabamento.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Ela requereu indeniza\u00e7\u00e3o por danos materiais, morais e o valor da diferen\u00e7a entre a metragem prometida e a real da \u00e1rea privativa. A construtora, por sua vez, sustentou que o im\u00f3vel adquirido possu\u00eda a metragem constante no contrato e acrescentou que a consumidora n\u00e3o demonstrou os supostos problemas na edifica\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0Em 1\u00aa Inst\u00e2ncia, os pedidos foram julgados improcedentes, pois a compradora n\u00e3o comprovou os danos. Segundo a senten\u00e7a, n\u00e3o havia cl\u00e1usula contratual estabelecendo a metragem do im\u00f3vel negociado, tampouco dos materiais de acabamento que seriam utilizados. O juiz Carlos Jos\u00e9 Cordeiro afirmou, ainda, que os documentos relacionados \u00e0 publicidade estavam ileg\u00edveis, impossibilitando aferir quais as caracter\u00edsticas veiculadas pela empresa.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0A propriet\u00e1ria recorreu. O relator, desembargador Luiz Carlos Gomes da Mata, modificou a senten\u00e7a por entender que houve propaganda enganosa por parte da construtora e que isso &#8220;traz ao consumidor dano material compens\u00e1vel, sendo perfeitamente poss\u00edvel o abatimento proporcional do pre\u00e7o&#8221;.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0A respeito dos danos morais, o magistrado concluiu que a frustra\u00e7\u00e3o da leg\u00edtima expectativa caracteriza dano moral, quando aliada a circunst\u00e2ncia que demonstre n\u00e3o se tratar de mero aborrecimento. De acordo com o desembargador, \u00e9 o que ocorre quando algu\u00e9m compra um apartamento para moradia, contando com determinado espa\u00e7o para sua fam\u00edlia, mas descobre, depois, que o im\u00f3vel tem metragem inferior.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0O desembargador manteve a decis\u00e3o no que se refere \u00e0 indeniza\u00e7\u00e3o por danos materiais em rela\u00e7\u00e3o aos defeitos apresentados no im\u00f3vel. Segundo ele, a assistente administrativa n\u00e3o conseguiu provar essas impropriedades. Os desembargadores Jos\u00e9 de Carvalho Barbosa e Newton Teixeira Carvalho votaram de acordo com o relator.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0Fonte: Tribunal de Justi\u00e7a do Estado de Minas Gerais<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0 A 13\u00aa C\u00e2mara C\u00edvel do Tribunal de Justi\u00e7a de Minas Gerais (TJMG) modificou senten\u00e7a da Comarca de Uberl\u00e2ndia, no Tri\u00e2ngulo Mineiro, e condenou uma construtora a indenizar uma compradora por ter entregado um im\u00f3vel menor do que o anunciado em material de publicidade. A empresa ter\u00e1 que pagar \u00e0 consumidora a diferen\u00e7a entre a metragem real do im\u00f3vel e a veiculada em propaganda, valor que ser\u00e1 calculado em liquida\u00e7\u00e3o de senten\u00e7a, al\u00e9m de indeniz\u00e1-la em R$ 5 mil por danos morais. \u00a0A assistente administrativa adquiriu um apartamento cujo material publicit\u00e1rio anunciava ter 53 m\u00b2 de \u00e1rea privativa, mas na matr\u00edcula do mesmo constavam apenas 46 m\u00b2. Al\u00e9m disso, segundo a dona, o im\u00f3vel apresentou imprecis\u00f5es t\u00e9cnicas, falhas construtivas e defeitos de acabamento. \u00a0 Ela requereu indeniza\u00e7\u00e3o por danos materiais, morais e o valor da diferen\u00e7a entre a metragem prometida e a real da \u00e1rea privativa. 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O relator, desembargador Luiz Carlos Gomes da Mata, modificou a senten\u00e7a por entender que houve propaganda enganosa por parte da construtora e que isso &#8220;traz ao consumidor dano material compens\u00e1vel, sendo perfeitamente poss\u00edvel o abatimento proporcional do pre\u00e7o&#8221;. \u00a0A respeito dos danos morais, o magistrado concluiu que a frustra\u00e7\u00e3o da leg\u00edtima expectativa caracteriza dano moral, quando aliada a circunst\u00e2ncia que demonstre n\u00e3o se tratar de mero aborrecimento. De acordo com o desembargador, \u00e9 o que ocorre quando algu\u00e9m compra um apartamento para moradia, contando com determinado espa\u00e7o para sua fam\u00edlia, mas descobre, depois, que o im\u00f3vel tem metragem inferior. \u00a0O desembargador manteve a decis\u00e3o no que se refere \u00e0 indeniza\u00e7\u00e3o por danos materiais em rela\u00e7\u00e3o aos defeitos apresentados no im\u00f3vel. 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