{"id":960,"date":"2023-07-07T16:00:30","date_gmt":"2023-07-07T19:00:30","guid":{"rendered":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/?p=960"},"modified":"2023-07-12T12:48:02","modified_gmt":"2023-07-12T15:48:02","slug":"tjdf-df-deve-indenizar-homem-que-ficou-com-sequelas-apos-demora-em-atendimento-hospitalar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/?p=960","title":{"rendered":"TJDF &#8211; DF deve indenizar homem que ficou com sequelas ap\u00f3s demora em atendimento hospitalar"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">A 2\u00aa Turma C\u00edvel do Tribunal de Justi\u00e7a do Distrito Federal e dos Territ\u00f3rios (TJDFT) manteve, por unanimidade, decis\u00e3o que condenou o DF a indenizar por danos morais um homem por demora no atendimento m\u00e9dico no Hospital Regional de Taguatinga (HRT). O colegiado acrescentou, ainda, condena\u00e7\u00e3o por danos est\u00e9ticos, devido \u00e0s condi\u00e7\u00f5es em que a perna do autor ficou ap\u00f3s o procedimento cir\u00fargico feito em atraso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No processo, o paciente conta que foi internado em janeiro de 2014, no Pronto Socorro do HRT, em ambiente prec\u00e1rio e insalubre. Informa que sua cirurgia s\u00f3 foi realizada 16 dias ap\u00f3s ter dado entrada no hospital. Afirma que teve alta no dia seguinte \u00e0 opera\u00e7\u00e3o, mesmo com dores, e que o m\u00e9dico que o atendeu n\u00e3o mencionou que o curativo deveria ser refeito periodicamente, o que comprometeu a cicatriza\u00e7\u00e3o e gerou infec\u00e7\u00e3o e necrose da perna operada. Em fevereiro, precisou ser internado novamente, quando foi enxertada a regi\u00e3o operada, com remo\u00e7\u00e3o de um peda\u00e7o de osso da bacia. Diante do ocorrido, faz uso de muletas e os m\u00e9dicos n\u00e3o lhe garantiram a possibilidade de recupera\u00e7\u00e3o total.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O DF alega que n\u00e3o houve erro m\u00e9dico grosseiro, neglig\u00eancia ou omiss\u00e3o atribu\u00edvel aos agentes p\u00fablicos, e, portanto, n\u00e3o ocorreram os danos. No entanto, o Desembargador relator esclareceu que o Estado \u00e9 obrigado a indenizar os danos patrimoniais ou morais que seus agentes, ao atuarem nesta qualidade, causarem a terceiros. Ap\u00f3s a an\u00e1lise dos fatos, dos depoimentos e do laudo pericial, o magistrado concluiu que houve falha na presta\u00e7\u00e3o de tratamento pelo Distrito Federal, assim como responsabilidade do estado pelos danos causados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;As manifesta\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas trazidas pelo ente distrital n\u00e3o foram capazes de infirmar os graves erros, reconhecidos pelo perito, na condu\u00e7\u00e3o do caso do autor, sendo manifesto que o atraso de mais de 15 dias para a realiza\u00e7\u00e3o de um procedimento que deveria ter sido feito de pronto potencializa a causa\u00e7\u00e3o de danos e exp\u00f5e a pessoa a diversos riscos&#8221;, analisou o julgador. &#8220;Ainda que exista a possibilidade de infec\u00e7\u00e3o pela pr\u00f3pria fratura exposta, o atendimento m\u00e9dico imediato justifica-se justamente para evitar o desenvolvimento de complica\u00e7\u00f5es e minimizar a exposi\u00e7\u00e3o a fatores externos&#8221;, disse.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m disso, as provas testemunhais demonstraram que, somente depois de 16 dias, o autor teve atendimento especializado; que a ferida n\u00e3o estava cicatrizando; que foi feita mais de duas cirurgias em face de infec\u00e7\u00e3o no osso; que o autor ficou sete meses internado; que houve efetiva infec\u00e7\u00e3o no ferimento do autor; e que, ap\u00f3s os sete meses, o autor permaneceu com aparelho na perna at\u00e9 a cicatriza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Relator explicou que os danos est\u00e9ticos devem ser indenizados quando a falha na presta\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o causa uma piora na deformidade esperada. Atualmente, o paciente est\u00e1 limitado em suas atividades di\u00e1rias, sem capacidade total de independ\u00eancia f\u00edsica. Portanto, &#8220;demonstrado o nexo de causalidade entre o evento danoso e a inadequa\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o de sa\u00fade prestado pelo Estado, em raz\u00e3o de demora na realiza\u00e7\u00e3o de procedimento urgente, deve ser imposto ao Estado o dever de indenizar os danos causados por sua conduta&#8221;, avaliou o colegiado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim, os danos morais foram mantidos em R$ 50 mil e os danos est\u00e9ticos estabelecidos em R$ 30 mil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Acesse o PJe2 e confira o processo: 0700157-13.2017.8.07.0018<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Tribunal de Justi\u00e7a do Estado de Distrito Federal<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A 2\u00aa Turma C\u00edvel do Tribunal de Justi\u00e7a do Distrito Federal e dos Territ\u00f3rios (TJDFT) manteve, por unanimidade, decis\u00e3o que condenou o DF a indenizar por danos morais um homem por demora no atendimento m\u00e9dico no Hospital Regional de Taguatinga (HRT). O colegiado acrescentou, ainda, condena\u00e7\u00e3o por danos est\u00e9ticos, devido \u00e0s condi\u00e7\u00f5es em que a perna do autor ficou ap\u00f3s o procedimento cir\u00fargico feito em atraso. No processo, o paciente conta que foi internado em janeiro de 2014, no Pronto Socorro do HRT, em ambiente prec\u00e1rio e insalubre. Informa que sua cirurgia s\u00f3 foi realizada 16 dias ap\u00f3s ter dado entrada no hospital. Afirma que teve alta no dia seguinte \u00e0 opera\u00e7\u00e3o, mesmo com dores, e que o m\u00e9dico que o atendeu n\u00e3o mencionou que o curativo deveria ser refeito periodicamente, o que comprometeu a cicatriza\u00e7\u00e3o e gerou infec\u00e7\u00e3o e necrose da perna operada. Em fevereiro, precisou ser internado novamente, quando foi enxertada a regi\u00e3o operada, com remo\u00e7\u00e3o de um peda\u00e7o de osso da bacia. Diante do ocorrido, faz uso de muletas e os m\u00e9dicos n\u00e3o lhe garantiram a possibilidade de recupera\u00e7\u00e3o total. O DF alega que n\u00e3o houve erro m\u00e9dico grosseiro, neglig\u00eancia ou omiss\u00e3o atribu\u00edvel aos agentes p\u00fablicos, e, portanto, n\u00e3o ocorreram os danos. No entanto, o Desembargador relator esclareceu que o Estado \u00e9 obrigado a indenizar os danos patrimoniais ou morais que seus agentes, ao atuarem nesta qualidade, causarem a terceiros. Ap\u00f3s a an\u00e1lise dos fatos, dos depoimentos e do laudo pericial, o magistrado concluiu que houve falha na presta\u00e7\u00e3o de tratamento pelo Distrito Federal, assim como responsabilidade do estado pelos danos causados. &#8220;As manifesta\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas trazidas pelo ente distrital n\u00e3o foram capazes de infirmar os graves erros, reconhecidos pelo perito, na condu\u00e7\u00e3o do caso do autor, sendo manifesto que o atraso de mais de 15 dias para a realiza\u00e7\u00e3o de um procedimento que deveria ter sido feito de pronto potencializa a causa\u00e7\u00e3o de danos e exp\u00f5e a pessoa a diversos riscos&#8221;, analisou o julgador. &#8220;Ainda que exista a possibilidade de infec\u00e7\u00e3o pela pr\u00f3pria fratura exposta, o atendimento m\u00e9dico imediato justifica-se justamente para evitar o desenvolvimento de complica\u00e7\u00f5es e minimizar a exposi\u00e7\u00e3o a fatores externos&#8221;, disse. Al\u00e9m disso, as provas testemunhais demonstraram que, somente depois de 16 dias, o autor teve atendimento especializado; que a ferida n\u00e3o estava cicatrizando; que foi feita mais de duas cirurgias em face de infec\u00e7\u00e3o no osso; que o autor ficou sete meses internado; que houve efetiva infec\u00e7\u00e3o no ferimento do autor; e que, ap\u00f3s os sete meses, o autor permaneceu com aparelho na perna at\u00e9 a cicatriza\u00e7\u00e3o. O Relator explicou que os danos est\u00e9ticos devem ser indenizados quando a falha na presta\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o causa uma piora na deformidade esperada. Atualmente, o paciente est\u00e1 limitado em suas atividades di\u00e1rias, sem capacidade total de independ\u00eancia f\u00edsica. Portanto, &#8220;demonstrado o nexo de causalidade entre o evento danoso e a inadequa\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o de sa\u00fade prestado pelo Estado, em raz\u00e3o de demora na realiza\u00e7\u00e3o de procedimento urgente, deve ser imposto ao Estado o dever de indenizar os danos causados por sua conduta&#8221;, avaliou o colegiado. Assim, os danos morais foram mantidos em R$ 50 mil e os danos est\u00e9ticos estabelecidos em R$ 30 mil. Acesse o PJe2 e confira o processo: 0700157-13.2017.8.07.0018 Fonte: Tribunal de Justi\u00e7a do Estado de Distrito Federal<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[238,240,8,224,241,242,42,239,211,36],"class_list":["post-960","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria","tag-atendimentohospitalar","tag-danosesteticos","tag-danosmorais","tag-demora","tag-erromedico","tag-negligencia","tag-processo","tag-sequelas","tag-tjdf","tag-tjrs"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/960","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=960"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/960\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":961,"href":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/960\/revisions\/961"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=960"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=960"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=960"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}