{"id":964,"date":"2023-07-07T16:00:21","date_gmt":"2023-07-07T19:00:21","guid":{"rendered":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/?p=964"},"modified":"2023-07-12T13:15:29","modified_gmt":"2023-07-12T16:15:29","slug":"tjsc-concessionaria-tera-que-indenizar-por-boi-que-invadiu-rodovia-e-provocou-acidente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/?p=964","title":{"rendered":"TJSC &#8211; Concession\u00e1ria ter\u00e1 que indenizar por boi que invadiu rodovia e provocou acidente"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">A falta de fiscaliza\u00e7\u00e3o de uma concession\u00e1ria que administra uma rodovia federal resultou em acidente provocado por um boi. Por conta disso, a 2\u00aa C\u00e2mara de Direito Civil do Tribunal de Justi\u00e7a de Santa Catarina (TJSC) manteve o deve de indenizar da concession\u00e1ria no valor de R$ 33 mil, quantia que ainda ser\u00e1 reajustada pelos juros e corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria. A benefici\u00e1ria \u00e9 uma seguradora, que pagou pego carro da cliente v\u00edtima do acidente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para ser ressarcida, uma companhia de seguros ajuizou uma a\u00e7\u00e3o de perdas e danos, em 2018, contra a concession\u00e1ria. Isso porque em 31 de mar\u00e7o de 2012, enquanto trafegava na BR-101, uma segurada chocou-se com um animal bovino que cruzava a pista. O ve\u00edculo segurado sofreu danos de grande monta, que ocasionaram na perda total e no pagamento de indeniza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Inconformada com o deferimento do pleito em 1\u00ba Grau, a concession\u00e1ria recorreu ao TJSC. Alegou que realizou a inspe\u00e7\u00e3o na rodovia dentro do prazo previsto, n\u00e3o havendo que se falar em conduta omissiva de sua parte. Defendeu que n\u00e3o h\u00e1 como se exigir que mantenha inspe\u00e7\u00e3o total e a cada instante sobre a totalidade da via. Pontuou que os danos decorreram da culpa exclusiva de terceiro na guarda de seu animal, que n\u00e3o o manteve devidamente recluso em seu dom\u00ednio. Assim, requereu a reforma da senten\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O recurso foi negado de forma un\u00e2nime. &#8220;Ora, o fato de a recorrente alegar que faz vistorias a cada 90 (noventa) minutos n\u00e3o afasta sua responsabilidade. Se a concession\u00e1ria tivesse feito ampla inspe\u00e7\u00e3o no trecho da estrada em que ocorreu o acidente, certamente teria observado o animal no local, cumprindo destacar, ainda, que se trata de animal de grande porte, o qual n\u00e3o possui velocidade para adentrar repentinamente na pista. Frise-se, ademais, que a recorrente n\u00e3o apresentou provas que demonstrem que cumpriu com o dever de fiscaliza\u00e7\u00e3o, \u00f4nus que, conforme disp\u00f5e o art. 373, inciso II, do C\u00f3digo de Processo Civil, cabia a ela&#8221;, anotou o relator em seu voto (Apela\u00e7\u00e3o N\u00ba 0002419-73.2018.8.24.0048\/SC).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Tribunal de Justi\u00e7a do Estado de Santa Catarina<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A falta de fiscaliza\u00e7\u00e3o de uma concession\u00e1ria que administra uma rodovia federal resultou em acidente provocado por um boi. Por conta disso, a 2\u00aa C\u00e2mara de Direito Civil do Tribunal de Justi\u00e7a de Santa Catarina (TJSC) manteve o deve de indenizar da concession\u00e1ria no valor de R$ 33 mil, quantia que ainda ser\u00e1 reajustada pelos juros e corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria. A benefici\u00e1ria \u00e9 uma seguradora, que pagou pego carro da cliente v\u00edtima do acidente. Para ser ressarcida, uma companhia de seguros ajuizou uma a\u00e7\u00e3o de perdas e danos, em 2018, contra a concession\u00e1ria. Isso porque em 31 de mar\u00e7o de 2012, enquanto trafegava na BR-101, uma segurada chocou-se com um animal bovino que cruzava a pista. O ve\u00edculo segurado sofreu danos de grande monta, que ocasionaram na perda total e no pagamento de indeniza\u00e7\u00e3o. Inconformada com o deferimento do pleito em 1\u00ba Grau, a concession\u00e1ria recorreu ao TJSC. Alegou que realizou a inspe\u00e7\u00e3o na rodovia dentro do prazo previsto, n\u00e3o havendo que se falar em conduta omissiva de sua parte. Defendeu que n\u00e3o h\u00e1 como se exigir que mantenha inspe\u00e7\u00e3o total e a cada instante sobre a totalidade da via. Pontuou que os danos decorreram da culpa exclusiva de terceiro na guarda de seu animal, que n\u00e3o o manteve devidamente recluso em seu dom\u00ednio. Assim, requereu a reforma da senten\u00e7a. O recurso foi negado de forma un\u00e2nime. &#8220;Ora, o fato de a recorrente alegar que faz vistorias a cada 90 (noventa) minutos n\u00e3o afasta sua responsabilidade. Se a concession\u00e1ria tivesse feito ampla inspe\u00e7\u00e3o no trecho da estrada em que ocorreu o acidente, certamente teria observado o animal no local, cumprindo destacar, ainda, que se trata de animal de grande porte, o qual n\u00e3o possui velocidade para adentrar repentinamente na pista. Frise-se, ademais, que a recorrente n\u00e3o apresentou provas que demonstrem que cumpriu com o dever de fiscaliza\u00e7\u00e3o, \u00f4nus que, conforme disp\u00f5e o art. 373, inciso II, do C\u00f3digo de Processo Civil, cabia a ela&#8221;, anotou o relator em seu voto (Apela\u00e7\u00e3o N\u00ba 0002419-73.2018.8.24.0048\/SC). 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