{"id":974,"date":"2023-07-12T15:02:06","date_gmt":"2023-07-12T18:02:06","guid":{"rendered":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/?p=974"},"modified":"2023-07-12T15:02:06","modified_gmt":"2023-07-12T18:02:06","slug":"tst-petroleira-e-condenada-por-falta-de-fiscalizacao-em-contrato-de-aprendizagem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/?p=974","title":{"rendered":"TST &#8211; Petroleira \u00e9 condenada por falta de fiscaliza\u00e7\u0103o em contrato de aprendizagem"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Apesar de a contrata\u00e7\u00e3o ter sido por conv\u00eanio, ficou comprovada a responsabilidade subsidi\u00e1ria<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A falta de prova da fiscaliza\u00e7\u00e3o de empresa contratada para fornecer jovens aprendizes \u00e0 Petr\u00f3leo Brasileiro S.A. motivou a condena\u00e7\u00e3o da petroleira a pagar as verbas rescis\u00f3rias e os sal\u00e1rios atrasados desses profissionais. Essa decis\u00e3o foi mantida pela S\u00e9tima Turma do Tribunal Superior do Trabalho, que rejeitou o exame do recurso apresentado pela Petrobras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O processo foi iniciado a partir de notifica\u00e7\u00e3o sigilosa recebida pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico do Trabalho (MPT) de que a Organiza\u00e7\u00e3o de Direitos Humanos Projeto Legal n\u00e3o teria efetuado o pagamento das verbas rescis\u00f3rias aos aprendizes que prestavam servi\u00e7os \u00e0 Petrobras, no Rio de Janeiro. Eles haviam sido dispensados ap\u00f3s a extin\u00e7\u00e3o unilateral do contrato pela Petrobras e alegavam, ainda, que os sal\u00e1rios estavam atrasados dois meses.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Conv\u00eanio<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao MPT, a Projeto Legal declarou que teria firmado um conv\u00eanio com a Petrobras at\u00e9 2015, por meio do qual havia encaminhado 101 jovens para cumprir a cota de aprendizagem. No entanto, em julho de 2013, a empresa teria atrasado o repasse das verbas, inviabilizando o pagamento dos sal\u00e1rios dos aprendizes. O valor questionado ultrapassa os R$ 500 mil e tamb\u00e9m foi judicializado em a\u00e7\u00e3o que tramita na Justi\u00e7a Comum Estadual.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Inidoneidade patente<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A a\u00e7\u00e3o civil coletiva foi apresentada pelo MPT contra as duas empresas. Para a ju\u00edza da 31\u00aa Vara do Trabalho do Rio de Janeiro, a Petrobras n\u00e3o conseguiu comprovar que teria verificado a capacidade econ\u00f4mica da ONG na \u00e9poca da contrata\u00e7\u00e3o. \u201cA inidoneidade financeira \u00e9 patente, tanto que nem sequer p\u00f4de arcar com as verbas rescis\u00f3rias dos aprendizes contratados\u201d, registrou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A senten\u00e7a ainda registra que a Petrobras n\u00e3o apresentou nenhum elemento que demonstre ter fiscalizado o cumprimento das obriga\u00e7\u00f5es trabalhistas da conveniada. Sem conseguir se desincumbir da culpa pela falta de fiscaliza\u00e7\u00e3o e pela m\u00e1 escolha da prestadora de servi\u00e7os, a estatal foi responsabilizada subsidiariamente pelas parcelas decorrentes da condena\u00e7\u00e3o. A decis\u00e3o fundamentou-se na S\u00famula 331 do TST, que trata da terceiriza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Normas pr\u00f3prias<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No recurso ao Tribunal Regional do Trabalho da 1\u00aa Regi\u00e3o (RJ), a petroleira sustentou que n\u00e3o se trata de terceiriza\u00e7\u00e3o, pois o contrato de aprendizagem tem normas pr\u00f3prias. Contudo, a senten\u00e7a foi mantida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para o TRT, a aprendizagem, embora de car\u00e1ter tempor\u00e1rio e a prazo determinado, \u00e9 uma modalidade de contrato de trabalho com intermedia\u00e7\u00e3o de m\u00e3o de obra, mediante celebra\u00e7\u00e3o de conv\u00eanio. \u201cA Petrobras \u00e9, portanto, a real benefici\u00e1ria do programa e deve agir com cautela ao contratar e, ao mesmo tempo, fiscalizar a realiza\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os conveniados\u201d, assinalou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Reexame de provas<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O ministro Evandro Valad\u00e3o, relator do agravo pelo qual a Petrobras pretendia rediscutir a condena\u00e7\u00e3o no TST, explicou que a condena\u00e7\u00e3o subsidi\u00e1ria se fundamentou na aus\u00eancia de prova da fiscaliza\u00e7\u00e3o. Nesse contexto, \u00e9 invi\u00e1vel acolher o recurso, uma vez que o TST n\u00e3o reexamina fatos e provas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A decis\u00e3o foi un\u00e2nime.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Contrato de Aprendizado<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O contrato de aprendizagem visa propiciar a jovens uma prepara\u00e7\u00e3o pr\u00e9-profissional e tem particularidades pr\u00f3prias, entre elas a de s\u00f3 poder ser rescindido antecipadamente por motivos tipificados, como desempenho insuficiente ou inadapta\u00e7\u00e3o do aprendiz, aus\u00eancia injustificada ou falta disciplinar grave.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Processo: AIRR-11339-83.2015.5.01.0031<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Tribunal Superior do Trabalho<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Apesar de a contrata\u00e7\u00e3o ter sido por conv\u00eanio, ficou comprovada a responsabilidade subsidi\u00e1ria A falta de prova da fiscaliza\u00e7\u00e3o de empresa contratada para fornecer jovens aprendizes \u00e0 Petr\u00f3leo Brasileiro S.A. motivou a condena\u00e7\u00e3o da petroleira a pagar as verbas rescis\u00f3rias e os sal\u00e1rios atrasados desses profissionais. Essa decis\u00e3o foi mantida pela S\u00e9tima Turma do Tribunal Superior do Trabalho, que rejeitou o exame do recurso apresentado pela Petrobras. O processo foi iniciado a partir de notifica\u00e7\u00e3o sigilosa recebida pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico do Trabalho (MPT) de que a Organiza\u00e7\u00e3o de Direitos Humanos Projeto Legal n\u00e3o teria efetuado o pagamento das verbas rescis\u00f3rias aos aprendizes que prestavam servi\u00e7os \u00e0 Petrobras, no Rio de Janeiro. Eles haviam sido dispensados ap\u00f3s a extin\u00e7\u00e3o unilateral do contrato pela Petrobras e alegavam, ainda, que os sal\u00e1rios estavam atrasados dois meses. Conv\u00eanio Ao MPT, a Projeto Legal declarou que teria firmado um conv\u00eanio com a Petrobras at\u00e9 2015, por meio do qual havia encaminhado 101 jovens para cumprir a cota de aprendizagem. No entanto, em julho de 2013, a empresa teria atrasado o repasse das verbas, inviabilizando o pagamento dos sal\u00e1rios dos aprendizes. O valor questionado ultrapassa os R$ 500 mil e tamb\u00e9m foi judicializado em a\u00e7\u00e3o que tramita na Justi\u00e7a Comum Estadual. Inidoneidade patente A a\u00e7\u00e3o civil coletiva foi apresentada pelo MPT contra as duas empresas. Para a ju\u00edza da 31\u00aa Vara do Trabalho do Rio de Janeiro, a Petrobras n\u00e3o conseguiu comprovar que teria verificado a capacidade econ\u00f4mica da ONG na \u00e9poca da contrata\u00e7\u00e3o. \u201cA inidoneidade financeira \u00e9 patente, tanto que nem sequer p\u00f4de arcar com as verbas rescis\u00f3rias dos aprendizes contratados\u201d, registrou. A senten\u00e7a ainda registra que a Petrobras n\u00e3o apresentou nenhum elemento que demonstre ter fiscalizado o cumprimento das obriga\u00e7\u00f5es trabalhistas da conveniada. Sem conseguir se desincumbir da culpa pela falta de fiscaliza\u00e7\u00e3o e pela m\u00e1 escolha da prestadora de servi\u00e7os, a estatal foi responsabilizada subsidiariamente pelas parcelas decorrentes da condena\u00e7\u00e3o. A decis\u00e3o fundamentou-se na S\u00famula 331 do TST, que trata da terceiriza\u00e7\u00e3o. Normas pr\u00f3prias No recurso ao Tribunal Regional do Trabalho da 1\u00aa Regi\u00e3o (RJ), a petroleira sustentou que n\u00e3o se trata de terceiriza\u00e7\u00e3o, pois o contrato de aprendizagem tem normas pr\u00f3prias. Contudo, a senten\u00e7a foi mantida. Para o TRT, a aprendizagem, embora de car\u00e1ter tempor\u00e1rio e a prazo determinado, \u00e9 uma modalidade de contrato de trabalho com intermedia\u00e7\u00e3o de m\u00e3o de obra, mediante celebra\u00e7\u00e3o de conv\u00eanio. \u201cA Petrobras \u00e9, portanto, a real benefici\u00e1ria do programa e deve agir com cautela ao contratar e, ao mesmo tempo, fiscalizar a realiza\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os conveniados\u201d, assinalou. Reexame de provas O ministro Evandro Valad\u00e3o, relator do agravo pelo qual a Petrobras pretendia rediscutir a condena\u00e7\u00e3o no TST, explicou que a condena\u00e7\u00e3o subsidi\u00e1ria se fundamentou na aus\u00eancia de prova da fiscaliza\u00e7\u00e3o. Nesse contexto, \u00e9 invi\u00e1vel acolher o recurso, uma vez que o TST n\u00e3o reexamina fatos e provas. A decis\u00e3o foi un\u00e2nime. Contrato de Aprendizado O contrato de aprendizagem visa propiciar a jovens uma prepara\u00e7\u00e3o pr\u00e9-profissional e tem particularidades pr\u00f3prias, entre elas a de s\u00f3 poder ser rescindido antecipadamente por motivos tipificados, como desempenho insuficiente ou inadapta\u00e7\u00e3o do aprendiz, aus\u00eancia injustificada ou falta disciplinar grave. Processo: AIRR-11339-83.2015.5.01.0031 Fonte: Tribunal Superior do Trabalho<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"default","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"default","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[275,52,276,277,274,49,42,278,279,50,78],"class_list":["post-974","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria","tag-ausenciafiscalizacao","tag-condenacao","tag-contratodeaprendizagem","tag-convenio","tag-empresa","tag-mpt","tag-processo","tag-projetolegal","tag-trt1","tag-trt4","tag-tst"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/974","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=974"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/974\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":975,"href":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/974\/revisions\/975"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=974"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=974"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/marcelcolares.adv.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=974"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}